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Eles deram o que falar

janeiro 7, 2009

 

Quem me conhece um pouco, ainda que apenas via blog, deve saber que amo frases. Procurar, ler, compilar… Enfim. Desde o mês de julho, quando comecei a escrever esta página, até a última postagem do ano de 2008, publiquei 342 delas sobre os mais variados assuntos e que tirei dos mais variados lugares! Neste post, então, vou relembrar algumas delas, separadas pelos temas que achei mais legal comentar. Talvez ele seja até meio extenso, porque vai ser difícil selecionar “as 10 mais” somente. Mas, creio que valerá a pena ir até o fim.

Ah, só para constar: uma ou outra não chegaram a ser publicadas por aqui, mas referem-se a fatos que marcaram o ano que passou. Portanto, ainda se encaixam na proposta.

 

Taís Brem

 

 

Haja cara-de-pau!

Parece piada, mas eles realmente tiveram a coragem de dizer isso

 

“Quantas mulheres beijei na vida? Diversas. Minha mãe, minha irmã e minhas filhas”.
Diego Maradona, ex-jogador e atual técnico da seleção argentina de futebol.

 

“Se tem alguém descontente, ele não é culpado não. O culpado sou eu porque não consegui transmitir a ele que eu fui o melhor prefeito de São Paulo”.

Paulo Maluf, então candidato à prefeitura da Terra da Garoa, respondendo a um eleitor que o chamou de ladrão.

 

“Sou um candidato limpo. Os meus adversários é que são sujos”.

Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara que renunciou ao mandato em 2005 para não ser cassado por cobrar propina de um restaurante do Congresso. Na época da declaração, o político disputava a prefeitura da cidade pernambucana de João Alfredo. E o pior: ganhou.

 

“Não tirei porque estava com vontade de ficar pelada, até porque eu sou evangélica, e não cabe para uma mulher de 52 anos, mãe de família, ficar de calcinha na porta do banco”.

Solange Couto, atriz, dizendo não saber o porquê do fiasco que fez numa agência da Caixa Econômica Federal. Depois de várias tentativas frustradas de passar pela porta giratória, a atriz perguntou ao segurança o que mais teria de fazer para conseguir entrar. Ele respondeu: “Tira a roupa”. E ela… obedeceu…

 

 

Lamentável

Melhor seria ter mantido o silêncio

 

“Foi legal da parte do vereador Jarré. É só procurar na Bíblia a lição de Maria Madalena: quem nunca pecou que atire a primeira pedra. É uma pena que a homenagem tenha se voltado contra o vereador”.

Daniele, dançarina da boate Garotas da Gogo, em Carazinho. A fofinha integra o grupo que recebeu homenagem de um vereador da cidade pelos “momentos de alegria” que a casa concede a seus clientes.

 

“Juliana, é uma oportunidade de você ter a sua independência por um tempo! Se depois você ficar fora do ar, se alguma coisa acontecer, você tem seu dinheirinho ali, não vai ficar desesperada. Aproveita que está num momento bom, vai e faz!”.

Pais da atriz Juliana Knust, dando o conselho que incentivou a moça a posar para a Playboy. Se conselho fosse bom…

 

“Me lembro de passar com a minha mãe pelos pôsteres da revista nas bancas e falar: ‘Mãe, eu também quero!’”.

Andressa Soares, a Mulher Melancia, contando que desde os nove, dez anos de idade já sonhava em posar para a Playboy. Ó… Que bonitinha…

        

“Tenho muito orgulho de ter participado de uma fase tão importante na vida brasileira. Como economista, sinto-me privilegiada de ter podido fazer mudanças que vinha discutindo na minha vida acadêmica, por tantos anos. Foi um privilégio, ou uma sorte”.

Zélia Cardoso de Mello, ministra da Economia no governo Collor, sobre o terrível período em que muitos brasileiros perderam tudo o que tinham da noite pro dia por causa do confisco que ela planejou. Nos olhos dos outros é refresco.

 

“Eu viraria lésbica em tempo integral. Angelina Jolie é a mulher mais sexy que existe”.

Yasmin Brunet, modelo e filha de Luiza Brunet, declarando sua paixão pela atriz holliwoodiana.

 

“Precisamos de Deus para quê? Nunca o vimos. Tudo aquilo que se diz sobre Deus foi escrito por pessoas”.

José Saramago, prêmio nobel de Literatura, criticando a crença de que Deus existe. Durante sabatina da Folha de S. Paulo, o escritor português ainda taxou a Bíblia de “desastre” que, por ser “cheia de maus conselhos”, não deve ser “deixada na mãos de inocentes”.

 

“Achamos que a fé não é algo saudável para eles”.

Alejandro Rozitchner, filósofo argentino que escreveu o livro “Filhos sem Deus – Ensinando à Criança um Estilo Ateu de Viver”. Ele e a esposa referem-se aos filhos como “os três ateuzinhos”. E com muito orgulho.

 

 

É bem por aí

Assino embaixo

 

“Além de roubarem do meu trabalho, estão roubando do meu dízimo. Roubando dos meus funcionários, dos meus missionários, da igreja perseguida, da igreja. Ladrão vai para o inferno”.

Fernanda Brum, sobre a pirataria.

 

“As mulheres no Brasil se vendem por muito pouco. Além do mais, tenho um filho, que já me pediu: ‘mamãe, pelo amor de Deus, agora não’”.

Letícia Spiller, atriz, comentando sua decisão de não posar nua para revistas masculinas.

 

“Será que nós temos esperança em alcançar um povo que ora cinco vezes por dia? E se eles ficarem sabendo que a gente fica , às vezes, cinco dias sem orar?”.

Jeff Fromholz, pastor da Geração Benjamim, sobre a evangelização do povo muçulmano.

 

“O distanciamento olímpico renasce na forma de mentira: vamos fingir que está tudo bem, e que venha a festa”.

Luis Fernando Veríssimo, escritor, sobre as Olimpíadas.

 

“É hora de acabar com a pergunta ‘o que você comprou?’ e começar a perguntar ‘você vive bem?’”.

Bill McKibben, ambientalista americano, defendendo a qualidade de vida em vez do consumismo no livro “Deep Economy” (em português, Economia Profunda).

 

 

Forte, não?

 

“Pai, sei que não é você, mas eu te odeio’.

José Vitor, 9 anos, filho do ator Jackson Antunes, sobre a cena de violência familiar da novela “Favorita” em que o pai é protagonista.

 

“Fiz questão de chegar cedo. Quero que ela saiba que eu fui a primeira a cumprimentá-la. Ela vai para um lugar que daqui a pouco eu também vou”.

Virgínia Lane, 88 anos, ex-vedete, no velório de Dercy Gonçalves. Tomara que ela saiba bem para onde está desejando ir.

 

“Isso é coisa de gente que vai precisar viver mais trinta vidas para aprender a respeitar o próximo”.

Rubens Barrichello, piloto, respondendo a um repórter sobre o que pensa das piadinhas feitas a seu respeito.

 

“Devem ser os pecados, porque tenho 76 anos como pecador”.

José Alencar, vice-presidente da República, se auto-responsabilizando pelo câncer que já atingiu a próstata, o rim, o estomago e agora ataca o intestino e os músculos das costas.

 

“Há uma espécie de jogo oculto, umas simulações de afeto, umas forçadas de barra, regadas a peru, arroz de forno e batatas. Não seria um filme meu se fosse uma festa de Papai Noel com presentes e renas de nariz vermelho”.

Selton Mello, diretor do longa “Feliz Natal”, que, segundo ele, é baseado em experiências pessoais. “Sempre achei o Natal algo meio melancólico, uma celebração meio obrigatória”, comentou.

 

 

Sério?

Simplesmente surpreendente

 

“Apesar da máscara pública da Dercy, entre quatro paredes ela era a pessoa mais triste e solitária que eu conheci”.

Maria Adelaide Amaral, autora de uma biografia sobre a atriz.

 

“Cansei. Dizer que sou baladeira e doidona é mentira. Odeio bebida, droga e boate. O fato de ser extrovertida não dá o direito de me desrespeitarem”.

Preta Gil, cantora, chateada com os comentários exagerados sobre si mesma que vê na mídia.

 

“Só beijei três pessoas, tirando as coisas que fiz para TV e no cinema. Eu sei. Eu sou estranha”

Blake Lively, a Serena van der Woodsen de “Gossip Girl”. Pena que não é esta a imagem que ela passa a seus fãs.

 

 

Boa essa!

Merecem registro

 

“Quem tem de ter medo é o cachorro e não eu. Se precisar, mordo de novo”.

Gabriel Alexandre da Silva, 11 anos, mostrando dente que perdeu ao morder pescoço de pit bull que o atacou na rua onde mora, em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte (MG).

 

“Eu estou vivendo com o nome do ‘cara’ há anos, não me incomoda nem um pouco. Ele que mude o seu nome”.

Brad Pitt, boxeador australiano, sobre seu chará, o ator Brad Pitt.

 

“Tem muitas pessoas se casando, mas não é casamento de verdade. É casamento de combinação”.

Maisa, apresentadora de TV e garota-prodígio do SBT, referindo-se aos relacionamentos-relâmpago do meio artístico.

 

“Sei que no escurinho da urna ele vai votar em mim”.

Luciana Genro, então candidata do PSol à prefeitura de Porto Alegre, sobre a posição que o pai petista Tarso Genro devia tomar nas eleições.

 

“Hoje em dia é difícil distinguir a mãe da filha, elas estão todas peladas”.

Nsaba Buturo, ministro ugandense de Ética e Integridade, condenando as minissaias no vestuário feminino de seu país. Ele defende que a peça deve ser banida, porque mulheres que as usam distraem os motoristas e provocam acidentes de trânsito.

 

“Se o Marilyn Manson pode falar do diabo por que a gente não pode falar de Jesus à vontade?”.

Rodolfo, ex-Raimundos e, atualmente, músico gospel.

 

“O único emprego dele era ser marido da Susana e jogar futevôlei na praia. E, pelo que sei, só a primeira função era remunerada”.

Mãe de Fernanda Cunha, definindo o ex-marido da atriz Susana Vieira e amante da filha, Marcelo Silva. Fernanda virou celebridade trash ao ligar para um jornal contando que tinha um caso com Marcelo há sete meses e que havia apanhado dele por ter aberto o jogo com a outra. O resto da história, todo mundo está careca de saber.

 

“Acho a Maria do Rosário uma excelente candidata, mas votei em mim e não nela.”

José Fogaça, prefeito reeleito de Porto Alegre, sobre a então adversária política.

 

 

Bate-volta

Um fala daqui, o outro responde de lá

 

“Claudia carrega Deus em tudo o que faz, e credita a Ele a escolha deste momento para engravidar. Daí, se o bebê for menino, ela quer dar um nome bíblico. Este nome no momento é David”.

Paulo Roberto Sampaio, assessor da cantora Cláudia Leitte.

 

“Bom, eu pensei sim, mas ainda não escolhi esse nome não. Acho que é mais uma sugestão dele”.

Cláudia, negando, com bom-humor, a afirmação de seu assessor. Agora, meses depois e na reta final da gravidez, a cantora anunciou que o palpite de Paulo vingou.

 

“Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa-Família os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigada”.

Sueli Miranda, ajudante de serviços gerais, na carta em que pediu seu desligamento do Bolsa-Família.

 

“Isso mostra que as pessoas pobres não estão se acomodando. Em todos os casos, as famílias tomaram a iniciativa”.

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, sobre a atitude de  Sueli e de mais 60 mil pessoas que abriram mão dos benefícios do programa.

 

“Jesus não esperava as pessoas em sua casa, ia até elas. Queremos fazer a mesma coisa”.

Andréa Brugnoli, padre, fundador de uma associação de jovens católicos chamada “Sentinelas do Amanhecer”, sobre a “igreja inflável”, projeto que pretende chamar atenção de moças e rapazes que freqüentam a vida noturna do verão italiano. A idéia consiste numa estrutura desmontável de plástico, nas cores preto e rosa, com 30 metros por 15, colocada ao lado de discotecas e bares da orla marítima italiana.

 

“Passar de uma arca toda de ouro, com querubins e tabernáculos, para um plástico inflável onde guardar a eucaristia, o mistério dos mistérios, é vulgar. Os banhistas que desejam ir à missa, vistam-se como fiéis e procurem a igreja mais próxima”.

Comentários no site da diocese de Cagliari, na Sardenha, reprovando a iniciativa de Brugnoli.

 

“É decepcionante que o cliente tenha sentido a necessidade de expressar sua irritação com nosso serviço dessa forma”.

Trecho de comunicado do banco inglês Lloyds TSB, censurando a atitude de Steve Jetley. O cliente escolheu a frase “Lloyds é uma porcaria” como sua senha para solicitar serviços via telefone. Um funcionário da agência trocou o código para “não é não”. Cada uma…

 

“Ao invés de curtir a gravidez, imaginar seu bebê no colo, a alegria de ser mãe, a celebração de uma nova vida…. só lhe restará planejar a compra de um caixão, de um jazigo no cemitério”.

Mayana Zatz, geneticista e diretora do Centro de Estudos do Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), defendendo a autorização do aborto de fetos anencéfalos. Na época, a decisão estava em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF).

 

“É melhor oferecer a um filho um caixão do que uma lata de lixo”.

 Luís Antônio Bento, padre e representante da Convenção Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em opinião contrária sobre o mesmo assunto.

 

 

Só Silas

Tive de separar uma sessão só para citar algumas das frases do pastor Silas Malafaia em 2008. Como sempre, mandou muito bem

 

“Engraçado… Tem gente que ainda acha que Deus criou tudo e, na hora de inventar o sexo, chamou o capeta: ‘Termina aqui pra mim que eu não quero nem ver’.

Silas Malafaia, ironizando o mito de que sexo é coisa do diabo.

 

“É vergonhoso uma igreja, dentro do seu templo, fazer campanha de camisinha, quando nós ensinamos ao casal esperar o casamento! É uma apologia à prostituição! Errou vergonhosamente aí o bispo Macedo! Estupidamente, errou!”.

Criticando a campanha de preservativos da Igreja Universal na África.

 

“Fico triste de ver o dinheiro do povo de Deus ser jogado na imoralidade e na porcaria. Então você compra uma emissora que foi adquirida e levantada com o dinheiro do povo de Deus, para ser usada para disputar mídia comercial? Isso é ridículo e a comunidade evangélica em geral desaprova”.

Ainda sobre o “Império Universal”, simbolizado pela Record em sua briga pela audiência com a Globo.

 

“O manual do fabricante é a Bíblia. Deus fez o homem. Você quer saber o que é bom para você? Vai lá, leia”.

Num de seus sábios conselhos.

 

 

Só Mojica

Ou, simplesmente, Zé do Caixão. Este não é tão sábio assim, mas, dada às bizarrices de suas declarações, também merece um espacinho exclusivo

 

“Ficou essa lenda aí até hoje. Mas nada disso é verdade. É fatalidade”.

José Mojica Marins, o criador do personagem Zé do Caixão, quando perguntado sobre o “mito” de que sempre morre alguém nos filmes que ele cria. Só coincidência? Pode ser, mas ele mesmo enumera: “Essa história começou em 1954, quando a atriz de um filme que nunca terminei, Sentença de Deus, morreu afogada. A substituta também, logo depois, de tuberculose. E ainda uma terceira perdeu a perna num acidente de carro. Numa outra fita, foi um técnico. Faltavam quatro dias para terminarmos de filmar e ele perguntou se ninguém ia morrer. ‘Vai. Você!’, brinquei. Uma hora depois, ele foi para o hospital com ataque cardíaco e não resistiu. Misturou remédios com bebida. Em Encarnação do Demônio foi o Jece Valadão…”. Mas, e só fatalidade.

 

“Todos os representantes do mal são castigados. Eu mostro que o mal tem que pagar. O Zé do Caixão, apesar de cometer atos violentos, protege as crianças, que para ele são puras e inocentes”.

Defendendo “o lado positivo” de suas produções, apesar das cenas fortes.

 

“Isso é perseguição da censura contra o cinema de terror e contra o cinema nacional. Para os gringos eles dão uma classificação bem menor. O Batman teve classificação de apenas 12 anos e é um filme bem violento!”.

Na mesma linha.

 

“Sofro de uma insônia fantástica. Comecei a tomar sonífero aos 18 anos. Mas tenho um aliado muito grande –o pesadelo. Só tenho pesadelos. É minha maior inspiração, porque só vêm coisas bizarras, que fogem à imaginação do homem comum”.

A respeito de suas inspirações.

 

“Os fãs adoram violência pesada e tortura; eu adoro violência pesada e tortura; você adora violência pesada e tortura. Vamos nessa e vamos ser mais malignos do que os que estão fazendo isso hoje”.

Dennison Ramalho, cineasta, conversando com seu “padrinho”, o Zé, sobre roteiros de filmes.

 

 

Poupem-me!

Sem comentários

 

“Se Deus nos criou à sua imagem e semelhança e nós nascemos nus, não há vergonha nenhuma nisso. Se fosse errado, ele certamente teria nos dado roupas”.

Laurindo Correia, presidente da Federação Portuguesa de Naturismo, defendendo o estilo que adotou.

 

“Eu ficava indignada de São Paulo, a terceira maior cidade do mundo, não ter um lugar aconchegante e sofisticado para a despedida”.

Milena Romano, empresária do ramo de assistência funerária, comentando a implantação do serviço que disponibiliza pacotes para velórios de até R$40 mil. Quem se dispor a desembolsar a quantia, desfruta de salas requintadas para a despedida do morto, fundo musical inspirado no gosto do falecido, bufê com guloseimas, transmissão do evento pela internet e até lembrancinhas do momento fúnebre, chamadas de “bem-velado”. E o pior: isto não é uma piada.

 

“Que maneira melhor de informar nossos clientes a respeito de nossas ações sobre as filas no check-in do que colocar uma mensagem que eles possam ler enquanto esperam?”.

Steve Bayliss, gerente de marketing da companhia aérea Air New Zealand. A empresa está buscando carecas que aceitem manter uma tatuagem temporária na cabeça para divulgar os serviços que prometem mais rapidez e menos filas. Cada careca deve receber o equivalente a R$ 1.200.

 

“Eu não esperava. Eu só queria casar como pessoa e não como artista”.

Sandy, cantora, inocentemente surpresa com a repercussão que a mídia deu a seu casamento em setembro.

 

“Li a filosofia hinduísta, que é a mais antiga e deu origem ao cristianismo. O ‘ama a si próprio como a ti mesmo’ vem daí”.

Cláudia Alencar, atriz, um tanto confusa com a máxima “ama a teu próximo como a ti mesmo”…

 

“A partir de hoje, diante do teu altar, eu o consagro minha vida, meus sonhos, minha carreira política e a minha reeleição para prefeito e, em nome de Jesus, se o Senhor me conceder essa oportunidade de voltar a ser o prefeito de São Paulo, quero fazer um voto contigo hoje. Vou fazer um culto de ação de graças para louvor e honra a partir de agora para meu Senhor e Salvador Jesus Cristo, amém”.

Gilberto Kassab, prefeito reeleito de São Paulo e multi-religioso, em culto numa igreja evangélica durante campanha eleitoral. Embora tenha tentado convencer os eleitores evangélicos com a cena, assessores afirmam que a religião de Kassab continua sendo a católica e que participar de reuniões de credos diversos durante o período eleitoral é natural…

 

“Não foi campanha política. Ele teve a oportunidade de ter a experiência com Deus e declarar isso diante do público”.

Viviane Nascimento, pastora da igreja que Kassab visitou, defendendo a postura do prefeito.

 

“Jesus disse: amai o próximo. Por isso os homens têm tesão pela cunhada, pela melhor amiga da mulher. E as mulheres, pelo personal trainer. Ele está bem ao lado dela”.

Francisco Daudt, psicanalista, tirando onda com o mandamento bíblico.

 

 

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Pagando bem…

setembro 26, 2008

 

 

É uma boa sacada de marketing. Você pode não conseguir conquistar aquela boazuda da tevê, mas pode beber a cerveja em que ela aparece como garota-propaganda. Ser tão atraente quanto aquela estrela do cinema também está longe das possibilidades naturais, mas você pode, ao menos, fumar o mesmo cigarro que ela fuma. E faz efeito. Psicologicamente, simples assim. Li na Folha de ontem que um grupo de pesquisadores de uma revista britânica de artigos sobre o tabaco publicará um estudo interessante que enfatiza esta constatação. A matéria mostra contratos cinematográficos referentes às décadas de 20 a 50 que envolviam artistas, estúdios e empresas de cigarros em acordos para que o tabagismo aparecesse nas telonas. Sim, os astros hollywoodianos recebiam fortunas para fumar em filmes! Absurdo, não? Além de influenciar o comportamento dos mais fracos da cabeça, ainda colocava o vício como algo glamouroso. E o pior: quem defende a prática, justifica que o cigarro é uma espécie de “patrimônio do cinema mundial”, porque constitui figura indispensável em clássicos como “Casablanca” e “Gilda”, cuja imagem sedutoramente enfumaçada do cartaz oficial ilustra a foto abaixo. Lamentável. Leia na íntegra.

 

 

Astros de Hollywood recebiam fortunas para fumar em filmes*

 

As grandes empresas de cigarro pagavam quantias milionárias às estrelas de Hollywood da primeira metade do século passado para que aparecessem fumando nos filmes, de acordo com pesquisadores que tiveram acesso a alguns desses contratos.


Clark Gable, Spencer Tracey, Joan Crawford, John Wayne e Bette Davis foram algumas das míticas estrelas cinematográficas usadas pela indústria do tabaco, mediante o pagamento de milhões de dólares, para dar uma imagem de “glamour” ao cigarro, denunciaram os pesquisadores.

 

Um equipe dirigida pelo professor Stanton Glanzt, do Centro de Pesquisa e de Educação sobre o Controle do Tabagismo da Universidade da Califórnia (EUA), teve acesso aos contratos assinados entre os produtores de cigarro e as grandes estrelas de Hollywood desde o início do cinema falado, no final da década de 1920, até a chegada da TV, nos anos 1950.

 

O grupo comprovou que Paramount e Warner Bros eram os estúdios com mais acordos promocionais com essas empresas, especialmente Lucky Strike (American Tobacco) e Chesterfield (Ligget & Myers).


Somente a American Tobacco pagou, no final de 1930, o equivalente hoje a US$ 3,2 milhões aos astros do cinema para relacioná-los aos cigarros Lucky Strike.

 

Foi assim que as grandes estrelas da época ajudaram a promover a imagem da marca Lucky Strike, Old Gold, Chesterfield, ou Camel, entre outras.

 

Indústrias amigas

Os pesquisadores destacam a sinergia entre ambas as indústrias, já que os produtores de tabaco ganham uma melhor “aceitação social” do cigarro, e os estúdios de cinema se aproveitam das estratégias comerciais desse setor.

 

A presença de fumantes na telona é denunciada, com freqüência, como incentivo ao tabagismo de jovens e adolescentes. Já os que se opõem a uma regulamentação sobre artistas que fumam nos filmes defendem que a representação do cigarro faz parte do patrimônio artístico do cinema americano e citam clássicos como “Casablanca” (1942).

 

O estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer Grant, aparece nesta quinta-feira na revista especializada britânica “Tobacco Control”.

 

*Da agência France Press

 

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Ora, ora, pois, pois

setembro 16, 2008

 

 

“Os blogueiros que nasceram no final dos anos 80 se referem à expressão como ‘provérbio’ ou ‘velho ditado’, nem imaginam que veio de uma propaganda”.

Washington Olivetto, publicitário, dono da agência W/Brasil e criador da campanha que contém a famosa frase “O primeiro a gente nunca esquece”, feita originalmente para divulgar um sutiã.

 

“Que maneira melhor de informar nossos clientes a respeito de nossas ações sobre as filas no check-in do que colocar uma mensagem que eles possam ler enquanto esperam?”.

Steve Bayliss, gerente de marketing da companhia aérea Air New Zealand. A empresa está buscando carecas que aceitem manter uma tatuagem temporária na cabeça para divulgar os serviços que prometem mais rapidez e menos filas. Cada careca deve receber o equivalente a R$ 1.200.

 

“Acho que o grande atrativo da novela é ainda a falta de opção das pessoas. A pessoa vê, porque não tem nada melhor para fazer naquele horário”.

Regina Duarte, atriz.

 

“Devemos copiar aquilo que deu certo na forma com que os evangélicos utilizam a grande mídia”.

Jonas Abib, monsenhor e fundador da Canção Nova, o maior pólo de comunicação católica do Brasil.

 

“Devo dizer que não me lembro de experiências negativas com drogas. Mas não digo para todo mundo usar. Vi muita gente ter viagens ruins ao meu lado”.

Roberto Frejat, músico.

 

“É uma mostra que nos força a pensar sobre o efeito da fama e as conseqüências do estilo de vida dos pop stars”.

Alex Proud, diretor da galeria de arte londrina que abriga a mostra fotográfica Forever 27, sobre roqueiros que morreram aos 27 anos de idade.

 

 

 

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Reiniciando…

agosto 11, 2008

“Atitude inteligente é você andar por um caminho que te leva pra vida e não em um caminho que te leva pro buraco!”.

Rodolfo, ex-Raimundos e, atualmente, músico gospel.

 

“Há preconceito em achar que o pobre não sabe escolher”.

Rosani Cunha, do Ministério de Desenvolvimento Social (MDS), considerando equivocadas as opiniões sobre a influência negativa que as propagandas trariam a pessoas menos esclarecidas.

 

“Acho que as pessoas devem ser livres para fazer o que quiserem, inclusive filmes pornôs, só não acredito no mito da prostituta feliz. Fiz muita pesquisa e vi que a maioria das pessoas dessa indústria tem problemas emocionais sérios. É como se elas estivessem se sacrificando pelo prazer dos outros.”

Anders Morgenthaler, diretor da animação dinamarquesa “Princess”. De acordo com ele, o filme pretende mostrar o lado negativo da indústria pornô. “Há um custo humano no qual ninguém pensa”, acrescentou.

 

“É vergonhoso uma igreja, dentro do seu templo, fazer campanha de camisinha, quando nós ensinamos ao casal esperar o casamento! É uma apologia à prostituição! Errou vergonhosamente aí o bispo Macedo! Estupidamente, errou!”.

Silas Malafaia, pastor, criticando a campanha da Igreja Universal que distribui preservativos na África. Concordo com ele.

 

“Bom dia! Eu, Sueli Miranda de Carvalho Silva, venho, por meio destas linhas, agradecer os idealizadores do Bolsa-Família os anos que fui beneficiada. Ajudou-me na mesa, o pão de cada dia. Agora, empregada estou e quero que outro sinta o mesmo prazer que eu, de todo mês ser beneficiada. Obrigado.”

Sueli Miranda, ajudante de serviços gerais, na carta em que pediu seu desligamento do Bolsa-Família.

 

“Esse número, de 60 mil, aponta um grau espetacular de civilidade. É surpreendente”.

Marcelo Neri, economista e chefe do Centro de Pesquisas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), sobre os milhares de casos semelhantes ao de Sueli.

 

“Isso mostra que as pessoas pobres não estão se acomodando. Em todos os casos, as famílias tomaram a iniciativa”.

Patrus Ananias, ministro do Desenvolvimento Social, acerca do mesmo assunto.


“Você não pode falar pra eles que você tem mais uma noite comigo?”.

 

Gabriel, 7 anos, filho da jogadora de vôlei Ana Paula, que foi chamada às pressas para substituir uma colega machucada nas Olimpíadas de Pequim e precisou deixar Gabriel, aos berros, no Rio de Janeiro. Ela havia prometido deixá-lo dormir três noites seguidas em sua cama, mas só deu para cumprir a promessa até o segundo dia.

 

 

 

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A gente precisa mesmo disto?

agosto 8, 2008

 

 

Já ouvi muita gente dizer que o Brasil aceita tudo quanto é porcaria que vem de fora. E tô vendo que isso é uma grande verdade, infelizmente. Mesmo sem assistir muita TV, tenho acompanhado, via internet, que nossos adolescentes estão cada vez mais fissurados em enlatados internacionais que acabam sendo veiculados aqui. Nenhum problema haveria se a mensagem repassada fosse algo legal de ser reproduzido. Coisa que está bem longe de ser a realidade.

 

Falei pouco sobre um deles no post da Turma da Mônica Jovem, o tal “Gossip Girl”. Essa baboseira saiu da cabeça da escritora Cecily von Ziegesar que decidiu contar, num visão teen, nada mais nada menos do que ela mesmo viveu em sua encantadora mocidade. Aluna de um dos mais chiques colégios de Manhattan, Cecily conviveu com amigos que usavam roupas de grife, tomavam coquetéis nos bares mais cool, usavam drogas e mantinham relações sexuais em qualquer lugar, tipo assim, no banco de trás de limusines. Tudo isso ainda em idade escolar. A própria atriz que protagoniza o seriado, Blake Lively, confessou: “Todo mundo namora todo mundo e transa com todo mundo. Um monte de coisa escandalosa acontece. Até eu fico chocada”.

 

Mas, a emissora norte-americana CW, responsável pela produção, não está nem um pouco preocupada. Tanto que lançou, de forma mais debochada impossível, várias peças publicitárias que ironizam a preocupação de pais e educadores com a propagação da série. Um dos cartazes mostra dois dos atores num beijo caliente, que insinua uma cena de sexo. Logo abaixo, a sigla OMFG, traduzido como “Oh My F****** God”. Nem preciso dizer que os asteriscos escondem um belo palavrão. E olha que este cartaz é apenas o anúncio de um trailer da série. O videozinho é a compilação de três imagens: duas meninas se beijando, uma outra dançando numa boate e um casal adolescente na cama.

 

A ousada campanha continua com outdoors mostrando os personagens teens em cenas sensuais acompanhados, justamente, das frases ditas por grupos conservadores contra o programa. Nate, um dos meninos, está deitado na cama com uma mulher mais velha. A frase “Absurdamente inadequado” completa, ironicamente, o cenário. Na outra foto, Serena recebe um carinho no pescoço de um rapaz cujo rosto não aparece e a expressão escolhida é “O pesadelo de todos os pais”. Noutra imagem, Chuck Bass oferece uma fruta para uma garota, acompanhada do aviso “Muito ruim para você”. Pra finalizar, um amasso entre Blair e Nate na piscina vem com uma opinião bem direta: “Um produto desagradável”.

 

Assim como Gossip Girl, descobri nesta semana um outro best-seller que virou programete.  Chama-se “Crepúsculo” ou  “Twilight”,  seu nome em inglês. Esta é a história de suspense e terror cujo casal protagonista é formado por uma menina de 17 anos e um… vampirinho básico. Se foi sucesso? Capaz que não! É a nova mania, a coqueluche, a febre do momento entre os adolescentes dos Estados Unidos e… adivinhem… do Brasil também, é claro! O romance trash já é o 6º lugar na lista dos livros mais vendidos por aqui. Já a versão cinematográfica foi lançada nesta semana no States e está sendo aguardada ansiosamente pela multidão enlouquecida de fãs tupiniquins.

 

E quem pára tudo isso se, na visão capitalista em que vivemos o dinheiro está acima de tudo? Está dando lucro? Então que continue, cada vez pior. O que mais me indigna é que as próprias instituições das quais se poderia esperar alguma atitude de mudança estão deixando a desejar. Exemplo básico: parece que a mais recente “carta na manga” de Edir Macedo à frente da Record é a assinatura de um acordo com a emissora mexicana Televisa para garantir os direitos de reproduzir uma versão brasileira de Rebelde. Isto é coisa que uma igreja apóie?

 

Chamem-me de moralista, crucifiquem-me, mas esta é a verdade e tem de ser dita: o Brasil já tá mal demais na foto para ficar aceitando tanto lixo de fora. Alguém tem que mudar esta situação.

 

Taís Brem

 

 

 

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E eles também cresceram

agosto 4, 2008

 

Taí uma novidade que, até então, não estava nos gibis: a Turma da Mônica agora é uma turma de “gente grande”. Sim, eles cresceram e serão apresentados ao grande público por meio de uma revista mensal cujo lançamento está previsto para a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. O evento é ainda em agosto.

 

“Pai” de Mônica, Magali, Cascão e Cebolinha, Maurício de Sousa disse que a nova cara dos personagens não deve substituir a faceta que os levou à fama. Será apenas um núcleo diferenciado. Agora a protagonista não é mais baixinha e muito menos gorda. A adolescente sensual acompanha a tendência da amiga e ex-gulosa Magali, adepta de um sistema balanceado de alimentação. Cebolinha parou de falar “elado”, graças à ajuda de uma fonoaudióloga. E Cascão já toma banho. Pelo menos, de vez em quando.

 

“Era uma velha curiosidade minha e dos leitores: Como seriam os personagens depois que crescessem? O que se modificaria? O que se firmaria na personalidade de cada um?”, disse Souza, em entrevista à Folha de S. Paulo.

 

 

Ao abrir uma série de possibilidades para temas que fogem ao tradicional universo infantil abordado até agora nas historinhas, os novos gibis prometem vir carregados de muita aventura, humor e até romance. As ilustrações também são diferentes, uma vez que seguem traços dos quadrinhos japoneses, os mangás. Isso seria uma estratégia marketeira para tentar abocanhar os jovens que curtem o estilo. Ou seja, eles verão seus heróis da infância sob uma perspectiva bem mais atraente. Mas será que esta nova turma seduzirá apenas os mais grandinhos?

 

Eu, sinceramente, acho que não. E muito disso deve-se à sociedade que faz as crianças acharem que crescer é a melhor coisa do mundo. Não que não seja. Isto não é o foco agora. Falo que os anos estão fazendo com que pular etapas se torne divertido. A classe das guriazinhas e gurizinhos está em extinção. O que temos agora são mini-mulheres e homenzinhos. E todos acham uma gracinha o decotinho, a micro-sainha, o reboladinho, o garanhãozinho e por aí vãozinho. Agora me aparece uma revista, considerada por público e crítica como um material recomendável para as crianças ao longo dos anos, apresentando seus personagens em fase adulta. O que os pequenos vão querer também? Se espelhar neles. Óbvio.

 

Por que isso me parece trágico? Porque lembra o que aconteceu com a mente da geração de adeptos a Barbies, Malhações, Tchans, Rebeldes e, agora, mais recentemente, Gossip Girls. Este último é o nome de uma série americana cultuada por adolescentes de vários países. No enredo, sexo, consumismo, fantasia, ilusão. Na carona, uma multidão de crianças que, autonomamente, se dão por adultas seguindo valores contrários aos que todo papai e mamãe (normais, é claro) desejariam que seu filho seguisse.

 

Tudo bem, isso tudo são apenas hipóteses. Vamos esperar para ver. Vá que a Turma da Mônica Jovem apresente referências eticamente corretas para o público infantil. Sendo assim, retiro o que eu disse. Todavia, isso seria algo difícil pacas. Faz muito tempo que o que é certo virou errado e vice-versa. Bancar o bonzinho não dá nem ibope nem dinheiro. É descartável, não serve.

 

 

 

 
 

 

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Mimoso, não?

julho 23, 2008

 

Sempre muito criativa, a All Star lançou no mercado uma coleção, no mínimo, polêmica. Ou seria cult? Como sugere o nome “Contrast – Good and Evil”, a linha apresenta tênis com designs alusivos ao bem e ao mal: num pé o diabinho, no outro, um anjinho… Resta saber se a moda vai deixar o capeta na sua pegada ou debaixo de seus pés.

 

 

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