Posts com Tag ‘moda’

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Clô, para os íntimos

março 18, 2009

 

Ao meu ver, ele não merecia. Terminantemente, não. Mas, dado às inúmeras declarações feitas mídia afora acerca da morte do cara – algumas bem bizarras, por sinal –, vou ter de dedicar um post inteiro de frases somente ao Clodovil. Lamento, mas é quase que uma obrigação jornalística. Ossos do ofício…

 

“Jesus Cristo foi extremamente generoso, porque não permitiu que nós estivéssemos hoje dando carinho para um Clodovil na cama doente. Já pensou Clodovil em uma cadeira de rodas, com toda sua vaidade?”.

Agnaldo Timóteo, cantor, falando ao público que compareceu ao velório do deputado, nesta quarta-feira. Timóteo entoou as canções religiosas que embalaram o momento fúnebre.

 

“Infelizmente, [Clodovil] foi um gay alienado, exibicionista e que desperdiçou sua inteligência e sua audácia em favor de um projeto de vida furado. Era a bicha desmunhecada que alfinetava a todo mundo. Não vejo nenhuma contribuição dele [à sociedade]”.

Luiz Mott, fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB).

 

“Do ponto de vista de moda, perdemos um suntuoso vestido brasileiro. Um vestido de lindos bordados foi rasgado. Isso, para nós costureiros, toca muito”.

Ronaldo Ésper, estilista. Ui!

 

“A instabilidade emocional, às vezes, atrapalhou sua carreira, mas ninguém nunca vai poder discutir que ele não teve personalidade”.

Fausto Silva, apresentador de TV.

 

“É a primeira vez que ele está usando”.

João Toledo, assessor e amigo de Clodovil, sobre o traje escolhido para o enterro. O terno claro, em tecido branco riscado com pequenos quadrados cinza, gravata borboleta azul e lenço do mesmo tom são de autoria do falecido.

 

“Eu daria graças a Deus de sair dessa porcaria desse mundo!”.

Clodovil, o próprio, após a conturbada sessão no plenário que foi palco para a discussão dele com a deputada Cida Diogo, em maio de 2007. Depois de fazer a colega chorar por tê-la chamado de “feia”, sua pressão arterial foi a 23 por 14. Sabendo do perigo que corria de ter um AVC a qualquer momento (o popular derrame, que, por acaso, o levou à morte ontem), o ex-estilista não perdeu a pose e retrucou “à la Ana Maria Braga”. Menos de dois anos depois, desejo atendido.

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Na vitrine

fevereiro 17, 2009

 

Não precisa nem dizer que esta época do ano é a mais propícia para que as pessoas andem com seus corpos em maior exposição, devido ao calor em excesso. E na praia, entra moda, sai moda, nenhuma vestimenta faz mais sucesso que o famoso biquíni. Pois, veja bem: um estudo apresentado para a Sociedade Americana para o Avanço da Ciência (AAAS) mostra que, quando vestidas de biquíni, as mulheres são vistas pelos homens como objetos. Manequins de vitrine, seria? Praticamente isso.

 

Mas, não culpemos os homens. “Eles não têm essa atitude de uma forma premeditada. É algo que eles não racionalizam”, afirmou uma das mentoras do experimento, a professora de Psicologia da Universidade de Princeton Susan Fiske. Dizem os entendidos que o estudo sugere também a explicação para o fato de personagens como Tiazinha e Feiticeira conquistarem tantos admiradores: quando o rosto da dita-cuja está escondido, a sedução é ainda maior…

 

E para que servem as conclusões deste trabalho? De acordo com Susan, para aplicações bem práticas, como, por exemplo, justificar porque um patrão beneficia certas companheiras de trabalho em detrimento dos demais funcionários da empresa. Depende de como ele idealiza aquele corpo. É a velha história dos estímulos visuais (do namorado, do patrão, do estuprador e por aí vai) ligados aos impulsos de todo o resto do desejo humano. E depois, dizem que não tem nada a ver…

 

Taís Brem

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Neobigodudos

janeiro 13, 2009

 

O The New York Times e o Estado de S. Paulo já falaram do retorno dele. Brad Pitt aderiu ao estilo e tem influenciado multidões. Os jovens (pasme!), entre 18 e 25 anos, também estão entrando na onda. Qual a moda do momento, então? Bigode, acredite se quiser.

 

Tem para todos os gostos: os mais ralinhos, os mais cheinhos, os arredondados e os retos. Dizem que o estilo ressuscitou direto do túnel do tempo lá por Nova York e Londres e agora está vindo pro Brasil, por intermédio de São Paulo. É o que mais se vê nas baladas noturnas. Mas, para quem pensa que é só deixar um pouco de pelo crescer em cima dos lábios e deu, engana-se. Os neobigodudos cultivam seus cabelinhos com tanto zelo que têm até dicas para que o visual deixe o rótulo de cafona para entrar na galeria da modernidade. Confira alguns destes toques para aplicar em si mesmo ou simplesmente dar umas boas risadas.

 

O pentear – Dono de um bigode em forma de guidão de motocicleta invertido, o estilista David Pollak orgulha-se em dizer que mantém um verdadeiro arsenal em casa para alisar seus pelos: “Tenho escovas com cerda de pelo de javali, pentes de osso e chifre e tesoura especial para não deixar o fio espetado”, destaca. Imagina o que ele não faz com os cabelos da cabeça…

 

O cuidar – Tomar bebidas como suco de laranja e leite com canudo é uma das dicas dos adeptos do bigode. Dizem eles que estes cuidados ajudam a manter o pelo limpo. Para Gilberto França, 26 anos, é fundamental usar uma pomada nas pontas e virá-las para fora. Não fumar também é importantíssimo, porque o tabaco pode deixar cheiro.

 

O perfumar – Aliás, por falar em cheiro, dá para acreditar que até creminho para tirar o odor desagradável já foram desenvolvidos? Pois é. Pollak, inclusive, aproveita para embelezar seu bigode aplicando xampu religiosamente todos os dias. Tem vaidoso pra tudo.

 

 

 

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Falaê!

janeiro 13, 2009

 

“É minha referência da criação do mundo, sobre quem somos e de onde viemos. Não só acredito, como tenho certeza”.

Zé Ramalho, cantor, convictíssimo em sua crença nos discos voadores.

 

“Toca a sirene, e só Deus sabe onde vai cair, é um inimigo que você não sabe onde está”.

Roberta Krauss, paulista que mora em Israel há quatro anos e vive próximo à Faixa de Gaza há seis meses, sobre os mísseis com os quais o local têm sido atingido.

 

“Não é uma guerra entre Israel e Palestina, é uma guerra entre quem quer paz e extremistas”.

Raphael Singer, embaixador interino de Israel no Brasil, também sobre o conflito em Gaza.

 

“Eu não dei a volta por cima, simplesmente porque nunca estive por baixo”.

Susana Vieira, atriz, querendo convencer que superou o conturbado episódio com seu falecido marido Marcelo Silva. Será?

 

“Fiquei profundamente incomodado ao perceber que só estavam desfilando loiros e ruivos. Foi triste trazer a minha família aqui para assistir a um desfile no qual não tinha nenhum representante da minha raça. Não quero que minhas filhas compartilhem desse tipo de moda excludente”.

Toni Garrido, cantor, criticando os desfiles da marca Redley, no Fashion Rio, ontem (12).

 

“Preto também se veste no inverno. Não entendi até agora o motivo pelo qual as marcas excluíram a minha raça das passarelas”.

Glória Maria, jornalista, fazendo coro às críticas de Toni.  

 

“Vi uma foto minha em um jornal e fiquei horrorizada. Disse a mim mesma: ‘garota, você precisa se cuidar ou vai morrer’”.

Amy Winehouse, cantora, finalmente conscientizada do estado deplorável que chegou por causa das drogas. A artista declarou que agora está livre dos tóxicos para sempre. Que seja real.

 

“Quando era moleca, o povo falava que quando varriam seu pé, você não casava. Eu varria o pé todos os dias”.

Joelma, vocalista do Calypso, contando que os maus tratos de seu pai à família quase a desiludiram sobre casamento. “Descobri as piores coisas sobre os homens”, disse. Quando conheceu Chimbinha, seu marido atual, entretanto, o trauma acabou.

 

 

 

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Desembucha!

setembro 22, 2008

 

“Todos pensam que é só uma coisa zen, mas a gente fica nas posições mais escalafobéticas. Onde esses caras estavam com a cabeça quando inventaram isso?”.

Christiane Torloni, atriz, sobre a prática da ioga.

 

“Alguns partidos queriam que eu me candidatasse para vereadora em 2008, mas eu não quis. Eu não dou conta nem da minha vida, vou dar conta de uma cidade, de decidir e aprovar leis? Não dá. A gente não pode brincar com essas coisas”.

Sabrina Sato, apresentadora de tv.

 

“Nosso grande sonho é ser como os Paralamas. Olho o Bi, o Barone e o Herbert e vejo que não estão tocando por dinheiro, mas porque são músicos. Se o cara sobe no palco pensando em pagar as contas, vai estar sempre devendo”.

Falcão, vocalista da banda “O Rappa”.

 

“Quando eu era pequeno, meu irmão dizia que, se eu gravasse um disco, ele iria comer o bolachão com farinha. Tem mais histórias assim, mas, se eu contar, tira a expectativa do inédito”.

Frank Aguiar, cantor e deputado federal por São Paulo, adiantando um pouco do enredo do filme que contará a sua história. Embora a idéia lembre a sacada de “Dois filhos de Francisco”, ele insiste em destacar que o seu longa será diferente. “Gosto do Zezé e do Luciano, mas o filme deles é sobre momentos ruins. O meu, não. Vai ser para dar risada”, disse. Então tá bom.

 

“Ninguém tem direito a negar aos outros seu modo de vida, mesmo que não concorde com ele, porque todos têm o direito de viver a vida que desejam, desde que não prejudiquem o outro”.

Brad Pitt, ator americano, ao doar US$ 100 mil para apoiar os partidários do casamento entre homossexuais na Califórnia (EUA).

 

“Eu tenho um profundo sentimento cristão. O normal é homem gostar de mulher. Homem com homem não é normal. Não vou dizer que é normal para ganhar votos de gay”.

Paulo Maluf, candidato à prefeitura de São Paulo, em opinião contrária a do galã holliwoodiano.

 

“Hoje em dia é difícil distinguir a mãe da filha, elas estão todas peladas”.

Nsaba Buturo, ministro ugandense de Ética e Integridade, condenando as minissaias no vestuário feminino de seu país. Ele defende que a peça deve ser banida, porque mulheres que as usam distraem os motoristas e provocam acidentes de trânsito.

 

“O criacionismo se baseia na fé e não tem nada a ver com a ciência, por isso não tem espaço nas aulas de ciência”.

Lewis Wolpert, biólogo da University College, de Londres, se declarando contra a teoria bíblica da criação nas salas de aula.

 

“Minha equipe e eu sempre temos em mente que o nosso público é jovem e pode usar as histórias que contamos como exemplo”.

Patrícia Moretzsohn, autora da temporada atual de “Malhação”. E será que dá mesmo pra usar alguma coisa dali como exemplo?

 

“Poderíamos nos sentar aqui com médicos e policiais e todos diriam que, se os alcoólatras mudassem sua dependência da bebida para a erva, o mundo seria um lugar mais fácil de se viver”.

George Michael, cantor britânico, defendendo o livre uso das drogas, com as quais tem problema de dependência. Se o uso delas fosse assim tão benéfico, ele não teria pedido perdão aos seus fãs após ter sido, mais uma vez, detido por posse de narcóticos neste fim de semana. Pensando melhor no assunto, ele prometeu se recuperar destas ocorrências.

 

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Medo? Que nada!

setembro 19, 2008

 

 

Calçados com ilustrações de diabinhos que se transformam em acessórios mimosos e um filme cujo protagonista é um demônio que luta pelo bem da sociedade. Agora é a vez de outros monstrengos invadirem o imaginário infantil com uma mensagem bem diferente da que a maior parte dos reles mortais aprendeu a se acostumar. Medo? Que nada! Bruxas, morcegos e toda esta trupe podem ser até amigos de seus filhos. Já pensou que boa companhia?

 

É mais ou menos isso que sugere a publicação da editora Panda Books intitulada “Desenhando Monstros”. Com autoria do norte-americano Ed Emberley, o livro apresenta a proposta de ensinar os pequenos a reproduzir, sem maiores embaraços, vampiros de dentes bem afiados, lobisomens peludos e morcegos horripilantes. Isso sem falar no Godzila e no Frankstein que completam a coleção que a própria editora chama de “assustadora e divertida”.

 

 

 

A idéia assemelha-se com a da Enciclopédia dos Monstros, de Gonçalo Júnior. Em entrevista à imprensa sobre seu lançamento (leia aqui parte da declaração), o autor defende que educar a criança a gostar destas criaturas bizarras é um bom passo para que elas comecem a ter medo do que – na opinião dele, é claro – realmente importa. Ou seja: por que acusar seres inofensivos pela sua aparência se vivemos num mundo cercado de assassinos e ladrões? Eles são os monstros, afinal!

 

Já pela ótica do filme da Disney, Monstros S.A., os tais personagens continuam sim com o seu papel tradicional: assustar as crianças. Aliás, esta chega a ser uma questão de sobrevivência no cenário criado pela produção do longa. A tal fábrica que ilustra o filme é uma organização de monstros que se dedica a arrancar e guardar os gritos dos pequenos, em qualquer parte do planeta, no idioma que seja, durante as 24 horas do dia, para logo transformá-los em energia para os automóveis e para todas as cidades onde vivem os monstros. Acontece que, mesmo mostrando a que vieram os personagens principais, o filme continua propagando a mesma mensagem subliminar que insiste em inverter valores. Bem aquela coisa de que “se eles são tão fofos, bonitinhos, mimosos e engraçados”… Pânico pra quê? Aliás, quem foi mesmo que inventou esta história “boba” de que monstros dão medo?

 

Taís Brem

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Mimoso, não?

julho 23, 2008

 

Sempre muito criativa, a All Star lançou no mercado uma coleção, no mínimo, polêmica. Ou seria cult? Como sugere o nome “Contrast – Good and Evil”, a linha apresenta tênis com designs alusivos ao bem e ao mal: num pé o diabinho, no outro, um anjinho… Resta saber se a moda vai deixar o capeta na sua pegada ou debaixo de seus pés.

 

 

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