Posts com Tag ‘cinema’
Abril 30, 2009
“Grandes decisões são tomadas durante conversas na cama, então, estamos pedindo a essas duas senhoras que neste momento de intimidade peçam aos maridos: ‘Querido, você pode fazer alguma coisa pelo Quênia?’”.
Patricia Nyaundi, diretora-executiva da Federação de Advogadas Mulheres (Fida), do Quênia, defendendo a campanha que um grupo de ativistas do país está fazendo em protesto contra as disputas dentro do governo de coalizão. O tema? Greve de sexo… Até as prostitutas de lá serão pagas para entrar na greve e a proposta é convencer também as esposas do presidente Mwai Kibaki e do primeiro-ministro Raila Odinga, protagonistas da crise, a participar.
“Estou com medo. Com crise econômica, essa doença e agora isso [o tremor], parece o apocalipse”.
Sarai Luna, cidadã mexicana, comentando seu pavor e o de toda população de seu país em relação à gripe suína e ao tremor de 5,6 graus na escala Richter que ocorreu na Cidade do México.
“Não me arrependo de nada, porque adoro minha vida. Adoro até as babaquices que fiz, os sofrimentos que passei. Porque tudo me fez ser o que sou hoje”.
Vera Fischer, atriz
“O Ibope não mente. Não teria como me manter num programa ao vivo, no horário nobre, se não fosse por mérito”.
Luciana Gimenez, apresentadora do Super Pop, da Rede TV!, defendendo o programa que é citado como uma das programações onde há mais baixaria na televisão brasileira. E rebate, em tom de sarcasmo: “Não é baixaria, é conflito social”.
“Seria bom é que os nomes considerados palavrões se tornassem comuns, sem a carga que têm hoje. Por exemplo: p… é um nome forte, sonoro. Gosto de ser chamada de p…, prostituta. Meretriz, então, acho lindo”.
Gabriela Leite, prostituta aposentada e criadora da grife Daspu.
“Eu interpreto um marinheiro e, marinheiro rastafári, não existe, né?”.
Seu Jorge, cantor, explicando que teve de cortar os cabelos para participar das gravações de “Reis e Ratos”, o novo filme de Mauro Lima.
“O infeliz Muro de Berlim, na Alemanha, impedia a passagem das pessoas do leste para o oeste. No Rio, não. O morador vai continuar subindo e descendo o morro quando quiser”.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, sobre seu novo projeto de construir muros em volta de algumas favelas cariocas.
“Quando uma pessoa se projeta numa arte qualquer, essa coisa da cor da pele já não pesa. O que mais pesa hoje no problema racial, nos preconceitos, é no social de uma maneira geral. Só”.
Martinho da Vila, cantor, numa análise totalmente zen acerca da problemática do racismo.
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Dezembro 16, 2008
Sabe aquelas tramas cinematográficas estilo “água com açúcar” que dão a idéia de que todo relacionamento amoroso é sempre maravilhoso? Pois uma equipe de pesquisadores avaliou a vida real de quem acompanha estas comédias românticas e certificou que esse tipo de filme, com argumentos praticamente impossíveis e finais felizes altamente improváveis, podem atrapalhar uma relação por colocar uma marca muito alta em matéria de expectativas.
De acordo com o estudo, feito pela Universidade Heriot-Watt, de Edimburgo, na Escócia, os cineastas simplificam excessivamente o processo de iniciar o relacionamento e dão a impressão de que é algo que se consegue sem nenhum esforço por parte do casal. “Os filmes refletem a emoção que acompanha uma nova relação, mas dão a entender de forma equivocada que a entrega amorosa e a confiança acontecem desde o momento em que duas pessoas se conhecem, quando são qualidades que normalmente levam anos a se desenvolver”, disse uma das psicólogas envolvidas na pesquisa.

A equipe analisou 40 filmes de grande bilheteria que estrearam entre 1995 e 2005, – como Enquanto Você Dormia e O Casamento dos Meus Sonhos (da foto acima). A maioria dos roteiros transmite a idéia da “alma gêmea” e de parceiros que têm tanta sintonia que parecem “ler a mente” um do outro. “Embora a maioria saiba que é pouco realista esperar que um relacionamento seja perfeito, alguns continuam sendo muito mais influenciáveis do que achamos pela forma como o cinema ou a TV apresentam essas relações”, afirmou outro especialista. “Agora temos algumas evidências que sugerem que a mídia popular tem um papel em perpetuar essas idéias na mente das pessoas”.
Taís Brem
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Novembro 26, 2008
“Eu sou uma dessas pessoas que acredita que você não deve se arrepender de nada na vida. Você precisa se sentir confiante de que era tudo parte do percurso”.
Angelina Jolie, atriz, ressaltando que não lamenta nem se arrepende das experiências que teve com drogas. Bonito, hein?
“Há uma espécie de jogo oculto, umas simulações de afeto, umas forçadas de barra, regadas a peru, arroz de forno e batatas. Não seria um filme meu se fosse uma festa de Papai Noel com presentes e renas de nariz vermelho”.
Selton Mello, diretor do longa “Feliz Natal”, que, segundo ele, é baseado em experiências pessoais. “Sempre achei o Natal algo meio melancólico, uma celebração meio obrigatória”, comentou.
“Jesus disse: amai o próximo. Por isso os homens têm tesão pela cunhada, pela melhor amiga da mulher. E as mulheres, pelo personal trainer. Ele está bem ao lado dela”.
Francisco Daudt, psicanalista, tirando onda com o mandamento bíblico.
“O único emprego dele era ser marido da Susana e jogar futevôlei na praia. E, pelo que sei, só a primeira função era remunerada”.
Mãe de Fernanda Cunha, definindo o ex-marido da atriz Susana Vieira e amante da filha, Marcelo Silva. Fernanda virou celebridade trash ao ligar para um jornal contando que tinha um caso com Marcelo há sete meses e que havia apanhado dele por ter aberto o jogo com a outra. Agora, os dois já aparecem apaixonados na tv e anunciando casamento. Pelo jeito, a moça gostou da surra.
“Gosto de dividir com as pessoas o que Deus tem feito na minha vida. Vou me preparar. Quem sabe um dia…”.
Kaká, jogador de futebol, sobre a possibilidade de se tornar pastor.
“Um papel não faz diferença, não tem a menor importância. Papel você rasga. Ter um documento e estar atrelado a alguém não quer dizer que ame mais ou menos aquela pessoa”.
Giovanna Antonelli, atriz, pregando contra o casamento legalizado.
“Não tenho motivo nenhum para comemorar nada. Não sou feliz nem infeliz, diria que sou indiferente em relação à vida. Tiraram a maior parte de mim”.
Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella Nardoni, em entrevista à revista Veja nesta semana.
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Novembro 21, 2008
“Quem faz a minha cabeça é Jesus Cristo”.
Tavares de Miranda, colunista social da Folha de S. Paulo, respondendo, em 1983, à enquete do caderno Ilustrada que perguntava quem mais fazia sua cabeça: o cantor Caetano Veloso ou o jornalista Paulo Francis. Pelo jeito, nenhum nem outro.
“Festa de estréia, depois de uns champanhes, numa casa noturna classe A da capital do Rio de Janeiro é bem diferente de porradas diárias de um troglodita bêbado que bate na mulher num barraco no interior do Piauí”.
José de Abreu, ator, tomando as dores por Dado Dolabella e pedindo que Luana Piovani retire a queixa por agressão que prestou contra o noivo na delegacia. Abreu considera um exagero encaixar a confusão nos moldes da Lei Maria da Penha.
“Isso é coisa de gente que vai precisar viver mais trinta vidas para aprender a respeitar o próximo”.
Rubens Barrichello, piloto, respondendo a um repórter sobre o que pensa das piadinhas feitas a seu respeito.
“É como se a gente tivesse tido uma juventude maravilhosa, aí veio a revolução e, de repente, a gente se encontra através dos arames do campo de concentração, olhando um para o outro, fazendo o que mandam a gente fazer”.
Luís Gustavo, ator, comentando como se sente ao contracenar com atrizes como Ana Rosa e Débora Duarte 40 anos depois da novela ”Beto Rockfeller”, considerada uma marco na tv brasileira. Para Gustavo, atualmente, está “insuportável” fazer televisão.
“Minha ex-namorada assistiu ao filme e do que ela mais gostou foi da minha cena de sexo com a atriz Gabriela Luiz. A minha ex-namorada ama meu corpo e, quando me viu nu, ficou maluca”.
Michel Gomes, protagonista do filme Última Parada 174. Nada convencido…
“Quero deixar para cada leitor a certeza de que eu também sei que Jesus não nasceu exatamente no dia 25 de Dezembro, mas tudo o que pudermos fazer para declarar o nosso amor pelo Senhor e usarmos como ferramenta de fé e evangelismo, deve ser feito”.
André Valadão, pastor e músico gospel, defendendo seu lançamento intitulado Clássicos de Natal. A proposta de Valadão no novo cd contradiz alguns setores da igreja evangélica – leia-se o que eu pertenço – que consideram o Natal comemorado no Ocidente uma festa pagã.
“A Record não tem um ambiente neurótico como lá [na Globo], ninguém fica dando ataques e chiliques, não se infla o ego das pessoas, todo mundo é igual”.
Luiza Thomé, atriz, elogiando a nova casa e criticando a antiga. Sem neuroses? Então, tá bom…
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Setembro 26, 2008
É uma boa sacada de marketing. Você pode não conseguir conquistar aquela boazuda da tevê, mas pode beber a cerveja em que ela aparece como garota-propaganda. Ser tão atraente quanto aquela estrela do cinema também está longe das possibilidades naturais, mas você pode, ao menos, fumar o mesmo cigarro que ela fuma. E faz efeito. Psicologicamente, simples assim. Li na Folha de ontem que um grupo de pesquisadores de uma revista britânica de artigos sobre o tabaco publicará um estudo interessante que enfatiza esta constatação. A matéria mostra contratos cinematográficos referentes às décadas de 20 a 50 que envolviam artistas, estúdios e empresas de cigarros em acordos para que o tabagismo aparecesse nas telonas. Sim, os astros hollywoodianos recebiam fortunas para fumar em filmes! Absurdo, não? Além de influenciar o comportamento dos mais fracos da cabeça, ainda colocava o vício como algo glamouroso. E o pior: quem defende a prática, justifica que o cigarro é uma espécie de “patrimônio do cinema mundial”, porque constitui figura indispensável em clássicos como “Casablanca” e “Gilda”, cuja imagem sedutoramente enfumaçada do cartaz oficial ilustra a foto abaixo. Lamentável. Leia na íntegra.
Astros de Hollywood recebiam fortunas para fumar em filmes*

As grandes empresas de cigarro pagavam quantias milionárias às estrelas de Hollywood da primeira metade do século passado para que aparecessem fumando nos filmes, de acordo com pesquisadores que tiveram acesso a alguns desses contratos.
Clark Gable, Spencer Tracey, Joan Crawford, John Wayne e Bette Davis foram algumas das míticas estrelas cinematográficas usadas pela indústria do tabaco, mediante o pagamento de milhões de dólares, para dar uma imagem de “glamour” ao cigarro, denunciaram os pesquisadores.
Um equipe dirigida pelo professor Stanton Glanzt, do Centro de Pesquisa e de Educação sobre o Controle do Tabagismo da Universidade da Califórnia (EUA), teve acesso aos contratos assinados entre os produtores de cigarro e as grandes estrelas de Hollywood desde o início do cinema falado, no final da década de 1920, até a chegada da TV, nos anos 1950.
O grupo comprovou que Paramount e Warner Bros eram os estúdios com mais acordos promocionais com essas empresas, especialmente Lucky Strike (American Tobacco) e Chesterfield (Ligget & Myers).
Somente a American Tobacco pagou, no final de 1930, o equivalente hoje a US$ 3,2 milhões aos astros do cinema para relacioná-los aos cigarros Lucky Strike.
Foi assim que as grandes estrelas da época ajudaram a promover a imagem da marca Lucky Strike, Old Gold, Chesterfield, ou Camel, entre outras.
Indústrias amigas
Os pesquisadores destacam a sinergia entre ambas as indústrias, já que os produtores de tabaco ganham uma melhor “aceitação social” do cigarro, e os estúdios de cinema se aproveitam das estratégias comerciais desse setor.
A presença de fumantes na telona é denunciada, com freqüência, como incentivo ao tabagismo de jovens e adolescentes. Já os que se opõem a uma regulamentação sobre artistas que fumam nos filmes defendem que a representação do cigarro faz parte do patrimônio artístico do cinema americano e citam clássicos como “Casablanca” (1942).
O estudo, financiado pelo Instituto Nacional do Câncer Grant, aparece nesta quinta-feira na revista especializada britânica “Tobacco Control”.
*Da agência France Press
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Setembro 22, 2008
“Todos pensam que é só uma coisa zen, mas a gente fica nas posições mais escalafobéticas. Onde esses caras estavam com a cabeça quando inventaram isso?”.
Christiane Torloni, atriz, sobre a prática da ioga.
“Alguns partidos queriam que eu me candidatasse para vereadora em 2008, mas eu não quis. Eu não dou conta nem da minha vida, vou dar conta de uma cidade, de decidir e aprovar leis? Não dá. A gente não pode brincar com essas coisas”.
Sabrina Sato, apresentadora de tv.
“Nosso grande sonho é ser como os Paralamas. Olho o Bi, o Barone e o Herbert e vejo que não estão tocando por dinheiro, mas porque são músicos. Se o cara sobe no palco pensando em pagar as contas, vai estar sempre devendo”.
Falcão, vocalista da banda “O Rappa”.
“Quando eu era pequeno, meu irmão dizia que, se eu gravasse um disco, ele iria comer o bolachão com farinha. Tem mais histórias assim, mas, se eu contar, tira a expectativa do inédito”.
Frank Aguiar, cantor e deputado federal por São Paulo, adiantando um pouco do enredo do filme que contará a sua história. Embora a idéia lembre a sacada de “Dois filhos de Francisco”, ele insiste em destacar que o seu longa será diferente. “Gosto do Zezé e do Luciano, mas o filme deles é sobre momentos ruins. O meu, não. Vai ser para dar risada”, disse. Então tá bom.
“Ninguém tem direito a negar aos outros seu modo de vida, mesmo que não concorde com ele, porque todos têm o direito de viver a vida que desejam, desde que não prejudiquem o outro”.
Brad Pitt, ator americano, ao doar US$ 100 mil para apoiar os partidários do casamento entre homossexuais na Califórnia (EUA).
“Eu tenho um profundo sentimento cristão. O normal é homem gostar de mulher. Homem com homem não é normal. Não vou dizer que é normal para ganhar votos de gay”.
Paulo Maluf, candidato à prefeitura de São Paulo, em opinião contrária a do galã holliwoodiano.
“Hoje em dia é difícil distinguir a mãe da filha, elas estão todas peladas”.
Nsaba Buturo, ministro ugandense de Ética e Integridade, condenando as minissaias no vestuário feminino de seu país. Ele defende que a peça deve ser banida, porque mulheres que as usam distraem os motoristas e provocam acidentes de trânsito.
“O criacionismo se baseia na fé e não tem nada a ver com a ciência, por isso não tem espaço nas aulas de ciência”.
Lewis Wolpert, biólogo da University College, de Londres, se declarando contra a teoria bíblica da criação nas salas de aula.
“Minha equipe e eu sempre temos em mente que o nosso público é jovem e pode usar as histórias que contamos como exemplo”.
Patrícia Moretzsohn, autora da temporada atual de “Malhação”. E será que dá mesmo pra usar alguma coisa dali como exemplo?
“Poderíamos nos sentar aqui com médicos e policiais e todos diriam que, se os alcoólatras mudassem sua dependência da bebida para a erva, o mundo seria um lugar mais fácil de se viver”.
George Michael, cantor britânico, defendendo o livre uso das drogas, com as quais tem problema de dependência. Se o uso delas fosse assim tão benéfico, ele não teria pedido perdão aos seus fãs após ter sido, mais uma vez, detido por posse de narcóticos neste fim de semana. Pensando melhor no assunto, ele prometeu se recuperar destas ocorrências.
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Setembro 19, 2008
Calçados com ilustrações de diabinhos que se transformam em acessórios mimosos e um filme cujo protagonista é um demônio que luta pelo bem da sociedade. Agora é a vez de outros monstrengos invadirem o imaginário infantil com uma mensagem bem diferente da que a maior parte dos reles mortais aprendeu a se acostumar. Medo? Que nada! Bruxas, morcegos e toda esta trupe podem ser até amigos de seus filhos. Já pensou que boa companhia?
É mais ou menos isso que sugere a publicação da editora Panda Books intitulada “Desenhando Monstros”. Com autoria do norte-americano Ed Emberley, o livro apresenta a proposta de ensinar os pequenos a reproduzir, sem maiores embaraços, vampiros de dentes bem afiados, lobisomens peludos e morcegos horripilantes. Isso sem falar no Godzila e no Frankstein que completam a coleção que a própria editora chama de “assustadora e divertida”.

A idéia assemelha-se com a da Enciclopédia dos Monstros, de Gonçalo Júnior. Em entrevista à imprensa sobre seu lançamento (leia aqui parte da declaração), o autor defende que educar a criança a gostar destas criaturas bizarras é um bom passo para que elas comecem a ter medo do que – na opinião dele, é claro – realmente importa. Ou seja: por que acusar seres inofensivos pela sua aparência se vivemos num mundo cercado de assassinos e ladrões? Eles são os monstros, afinal!
Já pela ótica do filme da Disney, Monstros S.A., os tais personagens continuam sim com o seu papel tradicional: assustar as crianças. Aliás, esta chega a ser uma questão de sobrevivência no cenário criado pela produção do longa. A tal fábrica que ilustra o filme é uma organização de monstros que se dedica a arrancar e guardar os gritos dos pequenos, em qualquer parte do planeta, no idioma que seja, durante as 24 horas do dia, para logo transformá-los em energia para os automóveis e para todas as cidades onde vivem os monstros. Acontece que, mesmo mostrando a que vieram os personagens principais, o filme continua propagando a mesma mensagem subliminar que insiste em inverter valores. Bem aquela coisa de que “se eles são tão fofos, bonitinhos, mimosos e engraçados”… Pânico pra quê? Aliás, quem foi mesmo que inventou esta história “boba” de que monstros dão medo?
Taís Brem
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Setembro 17, 2008
“Ele pode ser vermelho. Ele pode ser chifrudo. Ele pode ser incompreendido. Mas quando você precisa do trabalho direito, é hora de chamar Hellboy”. Este é um pequeno trecho da sinopse oficial do filme “Hellboy II – O Exército Dourado”. A tradução em português para o nome do protagonista – menino do inferno – já indica um pouco do que o enredo promete. Mas, com ressalvas: a expectativa dos criadores é de que, embora diabólico, o personagem seja aceito por cinéfilos de todas as idades como um super-herói. Portanto, um bom cidadão a serviço da comunidade. Simpático, inclusive.
Há quem diga que é justamente por conta de sua simpatia que a primeira fase de Hellboy fez tanto sucesso. O personagem criado pelo californiano Mark Mignola, é gigante, vermelho, chifrudo e, mesmo acostumado a ser zombado na rua, leva tudo no bom humor. Sua história indica que ele nasceu no inferno, com o propósito de destruir o planeta. Mas aí, ele acabou caindo nas mãos de um padrasto bondoso e, milagrosamente, abandonou sua torta natureza, ingressou numa tal Agência para Pesquisas e Defesa em Paranormalidade, virou um capeta do bem e passou até a aparar os chifres.
O enredo se desenrola quando o planeta Terra descobre-se em situação de perigo, já que as forças da natureza lideradas pelo príncipe Nuada, vão se vingar dos homens porque eles andam matando o ecossistema. Nuada desperta o Exército Dourado, adormecido há milênios, para atacar os homens. Hellboy (interpretado por Ron Perlman), sua namorada, Liz (da atriz Selma Blair), o robô Johann e o desajeitado Abraham Sapiens saem em busca do Q.G. de Nuada. E o bonde vai andando com direito até a romance de família. Acredita que o ex-chifrudo derrete seu coração quando sabe que será papai? Óhhhhh, que mimoso…
Apenas por esta pequena introdução, dá pra notar que a trama é boa pedida para despertar, pelo menos, dois tipos de opinião. Ou a seqüência tem a intenção de ser apenas um manual cinematográfico divertido, com boas doses de ação e lições nobres acerca dos problemas ecológicos ou é um filme-lobo disfarçado em pele de cordeiro. Eu fico com a última. Particularmente, não vejo com bons olhos algo que coloca o grande vilão da humanidade como um inofensivo serzinho do bem. Ainda mais que, pelo teor da coisa, o longa deve levar milhares de crianças acompanhadas pelos pais aos cinemas e, consequentemente estimular filosofias do tipo “Yin-Yang”, em que o bem não é somente bom e o mal também não é tão mau assim. E então: alguém aí acredita nesta história? Só pela cara feia do personagem principal, melhor pensar duas vezes.
Taís Brem
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Setembro 12, 2008
“Eu ficava indignada de São Paulo, a terceira maior cidade do mundo, não ter um lugar aconchegante e sofisticado para a despedida”.
Milena Romano, empresária do ramo de assistência funerária, comentando a implantação do serviço que disponibiliza pacotes para velórios de até R$40 mil. Quem se dispor a desembolsar a quantia, desfruta de salas requintadas para a despedida do morto, fundo musical inspirado no gosto do falecido, bufê com guloseimas, transmissão do evento pela internet e até lembrancinhas do momento fúnebre, chamadas de “bem-velado”. E o pior: isto não é uma piada.
“Quero me tornar o piloto mais preparado da Fórmula 1. Não há ninguém mais competitivo que eu”.
Lewis Hamilton, piloto inglês, atual líder do Mundial de Pilotos e número um da McLaren.
“Isso é perseguição da censura contra o cinema de terror e contra o cinema nacional. Para os gringos eles dão uma classificação bem menor. O Batman teve classificação de apenas 12 anos e é um filme bem violento!”.
José Mojica Marins, autor e intérprete de Zé do Caixão, reclamando de estar perdendo a audiência de crianças e adolescentes por causa da restrição de faixa etária em seu mais novo filme.
“Eu não quero saber qual é a referência que as pessoas têm de mim. Acho que elas têm que me ver pessoalmente. Pessoalmente, eu tenho algo a acrescentar”.
Sabrina Sato, apresentadora de tv.
“Sou um candidato limpo. Os meus adversários é que são sujos”.
Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara que renunciou ao mandato em 2005 para não ser cassado por cobrar propina de um restaurante do Congresso. Atualmente, o político disputa a prefeitura da cidade pernambucana de João Alfredo.
“É como a vontade de ir ao banheiro, é fisiológico. Você sabe que tem que fazer naquela hora”.
Lobato, baterista da banda “O Rappa”, sobre o momento certo de se lançar um CD.
“Nunca antes tinha estado tão estressado, mas de alguma maneira isso me encanta”.
Brad Pitt, ator americano, falando do relacionamento com seus seis filhos.
“Estamos mostrando o poder das mulheres, que não deve ser subestimado”.
Samantha Ronson, DJ, afirmando o casamento com a atriz Lindsay Lohan. Uma das noivas mora no estado da Califórnia, nos States, onde o casamento gay é legalmente permitido.
“Já tive experiência homossexual. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida. Deus é energia, quando a gente morre é escuro total. A oportunidade é agora. Não dá para deixar nada para depois”.
Netinho, cantor baiano, afirmando gostar de “meninos e meninas”. E o que Deus tem a ver com isso mesmo?
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Setembro 9, 2008
“Se você pedir para eu piscar, eu não vou saber fazer. Se mandarem eu jogar um beijo, eu também não saberei. Eu não sei usar nenhum artifício que uma pessoa sexy usa. Isso está muito longe do que eu sou”.
Sabrina Sato, apresentadora de tv.
“Faço política por amor. Só largo quando morrer e for para o céu”.
Severino Cavalcanti, ex-presidente da Câmara.
“Se existisse uma versão feminina de Cristo, seria Britney”.
Russel Brand, comediante britânico, no MTV Video Music Awards, comparando a ressurreição de Jesus à volta bem-sucedida da cantora Britney Spears à mídia.
“Tem um lado meu que adoraria interpretar uma drag queen. Vai ver é só desculpa para usar muita maquiagem nos olhos”.
Daniel Radcliffe, ator que interpretou Harry Potter no cinema.
“Se as críticas resolvessem, o Brasil nunca seria derrotado porque elas sempre existem. Seríamos campeões de todos os campeonatos”.
Dunga, técnico da seleção brasileira de futebol.
“Sempre pensei nela como uma pessoa eterna e 100% de ferro, à prova de qualquer estrago”.
Carol Thatcher, filha da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher, ao informar à imprensa que a mãe sofre de demência.
“Se eu quiser entrevistar a Madonna, eu entrevisto. Ela é da mesma gravadora que eu. Não vai custar muito”.
Belo, cantor, cheio de moral.
“Só na América o garoto que nasceu no Havaí e a menina criada num subúrbio de Chicago podem chegar à Casa Branca. É por isso que amo este país”.
Michelle Obama, em discurso na convenção democrata, sobre a possível eleição do marido, Barack Obama, à Presidência americana.
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