Posts de 4 setembro, 2008

h1

Anã ou menina prodígio?

setembro 4, 2008

Tive de abrir um espaço para falar de Maisa Silva aqui no meu blog. Na verdade, eu já havia pensado nisso antes, mas, por falta de argumentos, decidi não destrinchar muito mais que a declaração colocada num post em que ela chama Sílvio Santos de ancião. Acontece que esta descontração é só uma pequena mostra, muito pequena mesmo do que esta menininha de 6 anos é capaz. Um texto chamado “Quem tem medo de Maisa?”, de Paulo Ricardo Moreira, fala exatamente disso. É por isso mesmo que, dando os devidos créditos, não pude deixar de dar um “controlC/controlV” nele e disponibilizá-lo aqui.

Além do texto, que é muito legal, os comentários que o autor recebeu por conta da escrita são hilários. Tem que diga que a garota é uma fraude, que tem a data de nascimento trocada e problemas sérios de crescimento e atrofia. Por isso parece ser uma adulta em miniatura tão perfeita. Outro leitor pergunta onde estão os Nardoni quando se precisa deles, fazendo uma referência macabra – mas, engraçada, diga-se de passagem – ao assassinato da Isabella. Claro que a guria não é andróide, nem anã e muito menos merece ser assassinada por conta das travessuras que apronta em rede nacional. Todavia, enquanto isso suas polêmicas garantem boas risadas aos telespectadores. E bons trocados para o patrão também…
——————————————— 

 

Quem tem medo de Maísa?*

 

Toda família tem uma criança que vira o centro das atenções em festinhas e enche os pais de orgulho. Além de deixar outros tantos parentes de cabelo em pé. A criaturinha canta, dança, sapateia e dá respostas tão desconcertantes àquela tia chata criada em colégio de freiras e defensora da enciclopédia Barsa que é quase impossível não achar graça. Quando os pais descobrem que esse potencial histriônico pode ser canalizado para o meio artístico, pronto: é meio caminho andado para os prodígios baterem à porta de uma TV. Não sei se essa é exatamente a história de Maisa Silva – a menina de 6 anos que apresenta o programa Sábado animado, no SBT – mas se não for, deve ser bem parecida.
Maisa é um fenômeno na TV e na internet. As pérolas que ela diz no programa vão parar imediatamente nos blogs e nos vídeos do YouTube. A menina que mal saiu das fraldas é tão espertinha que debocha de um telespectador mirim, pouco mais velho do que ela, só porque ele não consegue dizer “Alô” sem sotaque. É ouvir “alórrrr” e Maisa cai na gargalhada. Mas a paciência dela é proporcional ao seu tamanho. Ela reclama de quem telefona com a voz desanimada, se irrita com quem só pede para ganhar o videogame PlayStation e, pondo a mão no ouvido, avisa que não é surda quando alguém fala mais alto.

E tem mais. Quando tropeça no palco, Maisa surpreende com um “tô bêbada”. Dia desses, parou no meio do programa para ajeitar o microfone, que tinha caído, atrás do vestido. Diante de uma certa dificuldade, ela pediu à diretora: ”Posso colocar… na bunda?”. Que fofa! Nem Silvio Santos, o patrão que decidiu pegar carona no sucesso da pequena estrela, tornando-a uma atração fixa de seu programa dominical, escapa da troça. No último domingo, o maior animador de auditório do país e dono do SBT acabou pagando o pato: Maisa o chamou de idoso e deu o golpe final, dizendo que ele tem pés-de-galinha. Que mico Silvio não paga para amealhar uns míseros pontinhos de audiência, não é mesmo?


Por isso, digo: essa menina é um perigo. Não encarava Maisa diante de uma platéia nem se Silvio Santos me entregasse a chave do Baú. Ninguém sabe o que aquele rostinho angelical é capaz de aprontar. Só se sabe o que as câmeras mostram: ela fala o que lhe dá na veneta, ou como ela mesmo definiu, fala mais rápido do que pensa. É por essas e outras que Silvio deve ter proibido Maisa de dar entrevistas. Faz sentido. Mas logo logo o patrão libera a falastrona por razões comerciais… Afinal, ela virou até boneca!


Boneca? Sei não, mas, às vezes, dá impressão de que Maisa é a própria boneca. Aquela que possui nas costas uma cordinha que, quando acionada, faz com que ela reproduza algumas gracinhas previamente gravadas. Uns devem enxergar a menina como um clone de Shirley Temple, a atriz americana que ganhou fama ainda criança. Mas existe uma outra corrente, da qual fazem parte os humoristas do CQC, da Band, que aposta numa tese surpreendente: Maisa é uma anã disfarçada. Que maldade! Pensando bem, com aquela postura de adulto que não cresceu, dá para desconfiar.
E você, em qual das versões acredita?

 

*Do blog TV.com

 

h1

Que bonito!

setembro 4, 2008

 

 

Está certo que não tem como enfiar goela abaixo lei em cima de lei e esperar que isto mude, de forma milagrosa, o comportamento das pessoas. É como a tal da tolerância zero pra quem bebe. O receio de levar uma multa fez com que os motoristas ou optassem por não tomam seus drinques habituais ou decidissem ir de carona quando bebessem. Foi válido porque diminuiu bastante os acidentes, mas, em contrapartida, não acabou com o vício das pessoas. Entretanto, a minha opinião é de que políticas como esta, mesmo que não resolvam o problema na íntegra, são um bom primeiro passo para tal. Tipo esta idéia do José Serra de bloquear o fumo em lugares fechados no estado de São Paulo. Acontece que o nosso estimado presidente, ao ser questionado sobre um projeto federal com conteúdo semelhante ao do colega político, foi taxativo: “Eu defendo, na verdade, o uso do fumo em qualquer lugar”, afirmou, veementemente, enquanto fumava seu cigarrinho. Bonito, hein? Pena que a cena não foi registrada.

 

Não vou aqui entrar no mérito da sua escolha como ser humano normal. Cada um sabe que porcaria é melhor de colocar pra dentro do próprio corpo. No problems. Mas, como pessoa pública e maior liderança da nação, sua postura soa para mim, no mínimo, como algo irresponsável. No contexto da conversa, Lula disse que não vê necessidade de uma obrigatoriedade como a proposta que tramita na Casa Civil desde fevereiro, porque ela não mudaria o alvo da situação. “Só fuma quem é viciado”, disse. E quando a coisa afunila para dentro do Palácio do Planalto, a ignorância é ainda maior. Sobre a possível proibição, ele avisa que ela pode até funcionar, mas… “Menos na minha sala. Eu, se for na sua sala, certamente não fumarei porque respeito o dono da sala. Mas, na minha, sou eu que mando”.

 

Se formos pensar por este lado, então a sociedade está perdida! Sim, porque se matar, por exemplo, é defeito de quem tem certos distúrbios psicóticos, para quê prender os indivíduos, não é mesmo? Deixem todos à solta! A prisão não vai fazê-los parar! Exagero comparar um vício pessoal a crimes? Não acho. Quem fuma, além de fazer mal a si mesmo, contamina quem está à volta e contribui para a geração de gastos como os R$ 338,6 milhões anuais que o Sistema Único de Saúde (SUS) tem por conta de internações e quimioterapia para os bonitinhos que o Lula apóia. Sim, senhor: sem querer, quem paga esta palhaçada somos eu e você. Bonito, não?

 

 

 

 

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.