Julho 2, 2009
O mês de junho já se foi e, com ele, o primeiro semestre do ano. Dizer que “bah, pôxa vida, como o tempo passa rápido” é clichê, mas é real. E a ideia que se tem é de que tudo tem passado mesmo cada vez mais rápido. Nada melhor, então, do que usar retrospectivas para falar do que já se foi.
E aqui está uma prévia, rapidíssima, do que (eu acho) de mais importante ocorreu neste mês.
Começando pela queda da obrigatoriedade do diploma para profissionais de Jornalismo. O Supremo Tribunal Federal, nosso respeitoso STF, decidiu que já não é mais necessário mostrar o certificado de conclusão de uma faculdade de Comunicação Social para exercer a profissão de jornalista. Lamentável. O ministro do STF, Gilmar Mendes, chegou a comparar o jornalista com o cozinheiro, ao argumentar que não é necessário cursar Culinária para se fazer uma boa comida. Isso só pra começo de conversa. A tal da liberdade de imprensa também foi citada como desculpa. Mas, desde quando restringir quem tem autoridade para escrever ou veicular algo é diminuir a liberdade de imprensa? Acaso qualquer um que saiba bem o código penal pode ser advogado? E quem tem um bom tino para corte? Pode ser médico por isso apenas?
Bem, isso foi no dia 17, uma quarta-feira. Oito dias depois, fãs de Farrah Fawcett receberam dolorosamente a notícia de sua morte. Estrela da série “As Panteras” na década de 70, Farrah tinha 62 anos. Foi vítima de cancro do cólon. E, no mesmo dia, muito mais gente ficou chocada ao saber que o “Rei do Pop” também tinha partido. Tudo bem, Farrah Fawcett tinha seu mérito, como todo ser humano. Mas, com certeza, o mundo inteiro sabia quem era Michael Jackson. Farrah Fawcett, nem todos.
Muito já se falou sobre a ida repentina de Michael. Quantos anos ele tinha, qual o álbum fez mais sucesso, os escândalos, as especulações sobre o que o matou etc, etc e tal. Repetir aqui, seria chover no molhado. Entretanto, refletindo sobre estas questões todas que voltam à mente sempre que me deparo, na mídia, com um novo dado sobre a morte dele, tive um estalo, dia desses. Acho que o mais triste desta notícia não foi, simplesmente, o falecimento físico do cantor. Mas uma sensação de que nunca mais teremos a chance de vê-lo recuperado dos baixos que marcaram sua carreira. O retorno que ele preparava para os palcos não configurou. Então, já era. Não tem mais volta, entende? Já não há mais chance de, de repente, se deparar com um novo Michael. A não ser no céu, se é que ele foi pra lá. Isso, pra mim, parece o mais lastimável.
Taís Brem
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Junho 26, 2009
“Se não trabalho, o diabo vem morar aqui na minha cabeça. E ele já se instalou, tá vendo esse terreno aqui?”
Erasmo Carlos, músico, apontando para própria cachola ao responder porque dedica tanto tempo ao trabalho.
“O crack é o único negócio que me balança. Seu aparecimento abalou minha decisão de princípio, que é ser a favor da legalização das drogas”.
Caetano Veloso, músico também, ao comentar que se sente “triste por ver que a pedra tem efeito muito rápido e destrói muita gente pobre e desavisada”.
“Na minha opinião, ser mãe não é uma opção. É um degrau que a pessoa tem que pisar se quiser caminhar pra frente”.
Maria Mariana, a atriz que ficou famosa com a peça “Confissões de Adolescente” e que, agora, cresceu e virou mãe.
“Adoro o mundo gay e me inspiro muito em travestis para me maquiar… Por isso, não tem lugar melhor para eu comemorar meu aniversário”.
Francine Piaia, ex-BBB e novata no mundo das celebridades, ao explicar o motivo de ter escolhido uma boate gay para comemorar mais um aninho de vida.
“Acho que não há nada que um pai lamente mais do que ter machucado sua filha, por não ter conseguido olhar mais para ela do que para si próprio”.
Nando Reis, músico, sobre o teor implícito da composição “Só para So”, feita para sua filha adolescente Sophia.
“Tenho medo de ficar doente em algum momento da minha vida. Pode parecer meio dramático, mas é do que eu tenho medo. Seria a única coisa que interromperia toda essa alegria de viver”.
Eliana, apresentadora de TV.
“Ele foi o responsável por difundir a música negra para o mundo. Ela entrou em espaços onde não entrava antes, fazendo os brancos dançarem”.
Carlinhos de Jesus, coreógrafo, ao comentar a morte do astro pop Michael Jackson. O falecimento ocorreu no início da noite de ontem, em Los Angeles.
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Junho 19, 2009
Não dá pra dizer que não acredito no que está acontecendo. Tampouco encaixa falar que estas são coisas de que “até Deus duvida”. Mas que choca, choca. Desde que o novo reality show da Record foi ao ar, só se houve falar baboseira sobre o programa. Quero dizer, baboseira é o que soa aos meus ouvidos. Para a audiência e, principalmente, aos que conceberam e liberaram a transmissão deste troço chamado “A Fazenda” tudo é absolutamente normal.
É tão normal que virou coisa corriqueira chamar entradas ao vivo da casa para os programas da emissora. Inclusive o religioso “Fala que Eu Te Escuto” entrou na roda. Soube de um dia em que um dos bispos-apresentadores fez menção ao reality, colocou no ar as cenas do que ocorria no local naquele momento e, depois de ficar “constrangido” com uns três palavrões falados pelos participantes, se ligou que aquele não era um bom momento para a intervenção. A enquete daquele dia, porém, acompanhou a onda e perguntou aos telespectadores qual era o motivo de tanta briga rolando lá dentro.
Se fosse só briga, talvez, o caso não fosse tão ruim. Afinal, desentendimentos são relativamente aceitáveis quando se fala em relacionamento humano. Mas e as doses apimentadas de sexo e pouca-vergonha? São normais também, ainda que os participantes estejam numa emissora “religiosa”? Esqueceram deste detalhe, certamente.
Toda hora tem aparecido na mídia um escandalozinho típico de que quem quer garantir seus quinze minutos de fama. Um dos últimos é de Théo Becker (pelotense como eu, que vergonha!), que nem se preocupou em esconder “as partes” enquanto se secava na toalha, após sair do banho. “Eu sei que depois eles colocam aquele ‘pretinho’”, justificou o abençoado, referindo-se às tarjas pretas costumeiramente colocadas para tapar o que não deve ser visto.
Na foto divulgada via internet, realmente o pretinho estava lá, embora não deixasse de sugerir todo o resto. Mas, nas cenas em que a Record pretende passar pelo canal pago Net, creio que não rola, não. É isso mesmo: a ideia da emissora é negociar um pay-per-view, aquele sistema que permite aos telespectadores que tem TV a cabo verem, a qualquer hora do dia, programações específicas, sem cortes e sem censura. Traduzindo, sem pretinhos.
A Globo e seu BBB que se cuidem. Além das melhorias em noticiários e teledramaturgia, a Record está querendo ganhar o primeiro lugar, também, na baixaria. E moral pra isso eles têm.
Taís Brem
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Junho 5, 2009
Para diferenciar da versão infantil, agora, o desenho é no estilo japonês, à moda mangá. E os seus protagonistas cresceram. Em vez das briguinhas que separavam meninos da meninas, por causa dos hormônios à flor da pele, neste momento, a preferência fica por programas que os deixem mais perto “umas dos outros”. Tá achando que já leu este post por aqui? Engano seu! Não, não se trata de uma apresentação da revista Turma da Mônica Jovem. O conteúdo é muito parecido, mas o título remete a outro clássico de nossas memórias de criança: Luluzinha Teen. O gibi com a nova fase da garota e sua turma foi pras bancas hoje, em todo o Brasil.

Pelo que vi das prévias, a revistinha nova vem cheia de mensagens que subliminarmente impulsionam a criança a querer crescer mais rápido que o conveniente. Afinal, não creio que serão os jovens o público que a Editora Ediouro realmente acertará em cheio. Portanto, exemplos “da hora” não faltarão para os pequenos curtirem e seguirem.
A galera do gibi é chegada a uma boa paquera, a umas boas compras no shopping e a uma boa surfada, seja ela em cima de uma prancha ou na internet. Normal, né? Como explica Daniel Stycer, editor-chefe dos novos quadrinhos “ninguém, aos 15, 16 anos, é exatamente da mesma forma de quanto tinha 7. A modificação é natural”. Então, tá bom.
Nas notícias que permeiam o lançamento de Luluzinha Teen, apareceu na mídia, inclusive, uma entrevista com Maurício de Sousa, o rival. Ele disse ter achado que até demorou para surgir algo do gênero, claramente disposto a competir com sua turminha. Entretanto, em vez de se preocupar somente em vender mais que Lulu, diz ele que a Mônica estará com foco, primeiro, em ser de melhor qualidade. Será que consegue?
Taís Brem
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Maio 19, 2009
Primeiro foi o Paraguai, aparecendo duas vezes no mapa de um livro de Geografia da sexta série, o que já era péssimo. Agora, por acaso, alguém se deu conta que um erro ainda pior estava presente em publicações destinadas para o terceiro ano do Ensino Fundamental de escolas paulistas. Termos impróprios e de conotação sexual foram encontrados na obra “Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol”, comprada aos montes pela Secretaria Estadual de São Paulo para subsidiar o ensino a estudantes com idade média de nove anos. Nove anos, terceira série… Pode? Dizem os subordinados de José Serra que o “equívoco” será resolvido em breve, já que houve ordem para que os livros sejam recolhidos imediatamente.

A editora Via Lettera, responsável pela obra, justifica dizendo que o livro é voltado para adultos e adolescentes. “Não sabíamos para qual faixa etária seria destinado. Se soubéssemos, avisaríamos a secretaria”, disse o gerente de marketing da empresa, Roberto Gobatto. Caco Galhardo, cartunista que escreveu a história mais criticada da publicação por causa do conteúdo picante, foi além: “O cara que escolheu não leu o livro”.
Se realmente não leu, apesar de chocante, esta é a única explicação que ameniza o episódio. Mas do que, afinal, trata o livro? Bem, a história cuja autoria pertence a Galhardo, por exemplo, é a caricatura de um programa de mesa-redonda de futebol na TV. Enquanto o comentarista faz perguntas sobre sexo, jogadores e treinadores respondem com clichês de programas esportivos, como “o atleta tem de se adaptar a qualquer posição”. Fraquinho? Hã… Isso para não citar as palavras de baixo calão que constituem os apelidos mais “comuns” usados para ânus e sexo oral, se é que vocês me entendem… Meus filhos não leriam.
Embora tenha reconhecido que houve “falha”, o governo de São Paulo explicou que a intenção foi mais uma ação de boa-fé do “grande esforço que se tem feito para estimular o hábito da leitura” na idade escolar, por meio do projeto “Ler e Escrever”. Afirmou ainda que a infeliz comprinha de R$ 35 mil representa “apenas” um dos 818 títulos que os estudantes têm à sua disposição. Em miúdos, dá só 0,067% do total de publicações disponíveis para leitura na escola ou em casa. Como se o zero à esquerda aliviasse o transtorno.
Taís Brem
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Maio 8, 2009
“Com esse puxão de orelha que Papai do Céu me deu, me tornei religioso. Toda quarta-feira tem oração lá em casa com um grupo de amigos evangélicos”.
Neguinho da Beija-Flor, sambista, comentando que passou a acreditar no “poder da fé”, após enfrentar o câncer de intestino que descobriu ano passado.
“Claro que não posso saber o que vai acontecer no futuro. Não levo meu estado civil a ferro e fogo. De repente, se me animo, posso me vestir de noiva e tudo, de acordo com o protocolo. Ou casar com uma mulher, quem sabe? Aí, vou de noivo”.
Ana Carolina, cantora assumidamente homossexual, acerca de um possível matrimônio.
“Esta triste história revela como muitos pobres têm de esperar por muito tempo para receber assistência médica”.
Trecho do jornal Chongging Evening, ao comentar a morte de um indigente chinês. O cidadão teve uma crise de pressão alta depois de saber que receberia da comunidade o dinheiro que tinha gastado para o tratamento de várias doenças, já que na China o sistema de saúde não é gratuito.
“Não foi a pior nem a mais dolorosa notícia da minha vida. Já enfrentei pior”.
Glória Perez, autora da novela global “Caminho das Índias”, sobre a descoberta de um câncer na tireoide, retirado há duas semanas.
“Tudo isso faz parte de um grande pacote. Cabe a cada um querer participar do jogo ou não. Sei que sou peça fundamental desse jogo e tento usar isso a meu favor”.
Marcello Antony, ator, falando do episódio ocorrido há um tempo atrás, quando foi pego pela polícia portando maconha.
“Deus espera algo de mim, preciso servir a Ele”.
Claudia Leitte, cantora baiana, numa conclusão bastante espiritual após ter passado por momentos de angústia com seu filho Davi, de três meses, que se recupera de uma meningite. “Deus é perfeito. O inimigo queria me destruir, mas Deus foi mais forte. Ele teve misericórdia e compaixão de mim”, acrescentou.
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Abril 30, 2009
“Grandes decisões são tomadas durante conversas na cama, então, estamos pedindo a essas duas senhoras que neste momento de intimidade peçam aos maridos: ‘Querido, você pode fazer alguma coisa pelo Quênia?’”.
Patricia Nyaundi, diretora-executiva da Federação de Advogadas Mulheres (Fida), do Quênia, defendendo a campanha que um grupo de ativistas do país está fazendo em protesto contra as disputas dentro do governo de coalizão. O tema? Greve de sexo… Até as prostitutas de lá serão pagas para entrar na greve e a proposta é convencer também as esposas do presidente Mwai Kibaki e do primeiro-ministro Raila Odinga, protagonistas da crise, a participar.
“Estou com medo. Com crise econômica, essa doença e agora isso [o tremor], parece o apocalipse”.
Sarai Luna, cidadã mexicana, comentando seu pavor e o de toda população de seu país em relação à gripe suína e ao tremor de 5,6 graus na escala Richter que ocorreu na Cidade do México.
“Não me arrependo de nada, porque adoro minha vida. Adoro até as babaquices que fiz, os sofrimentos que passei. Porque tudo me fez ser o que sou hoje”.
Vera Fischer, atriz
“O Ibope não mente. Não teria como me manter num programa ao vivo, no horário nobre, se não fosse por mérito”.
Luciana Gimenez, apresentadora do Super Pop, da Rede TV!, defendendo o programa que é citado como uma das programações onde há mais baixaria na televisão brasileira. E rebate, em tom de sarcasmo: “Não é baixaria, é conflito social”.
“Seria bom é que os nomes considerados palavrões se tornassem comuns, sem a carga que têm hoje. Por exemplo: p… é um nome forte, sonoro. Gosto de ser chamada de p…, prostituta. Meretriz, então, acho lindo”.
Gabriela Leite, prostituta aposentada e criadora da grife Daspu.
“Eu interpreto um marinheiro e, marinheiro rastafári, não existe, né?”.
Seu Jorge, cantor, explicando que teve de cortar os cabelos para participar das gravações de “Reis e Ratos”, o novo filme de Mauro Lima.
“O infeliz Muro de Berlim, na Alemanha, impedia a passagem das pessoas do leste para o oeste. No Rio, não. O morador vai continuar subindo e descendo o morro quando quiser”.
Sérgio Cabral, governador do Rio de Janeiro, sobre seu novo projeto de construir muros em volta de algumas favelas cariocas.
“Quando uma pessoa se projeta numa arte qualquer, essa coisa da cor da pele já não pesa. O que mais pesa hoje no problema racial, nos preconceitos, é no social de uma maneira geral. Só”.
Martinho da Vila, cantor, numa análise totalmente zen acerca da problemática do racismo.
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Abril 3, 2009
A revista Veja fez um levantamento bastante interessante sobre peculiaridades de 40 cidades brasileiras. Algumas são tão curiosas que resolvi reproduzir aqui. Tá curioso também? Então, dá uma lida na lista de alguns dos municípios mais-mais do Brasil e, em alguns casos, até do mundo.
Mais segura
Desde que criou um canal permanente de comunicação entre os cidadãos e a polícia, o município de Maringá, no Paraná, é o mais seguro do país. Enquanto outras cidades tem taxa de homicídios de 35,5 para cada 100 mil pessoas, lá este número é de apenas 7,9. Chega a ser parecido com a capital da Holanda, Amsterdã.
Mais informatizada
Brasília é a cidade do Brasil que mais tem domicílios com acesso a aparelhos de tecnologia de informação e comunicação. As proporções de lares com desktops, de pessoas com notebooks e de donos de celulares da capital federal chegam a superar às de São Paulo.
A que mais recicla
O Brasil é o país que mais recicla alumínio no mundo: mais de 1 milhão de latinhas por hora. Destas, 70% são recicladas em Pindamonhangaba, no leste paulista, que sedia a maior empresa de reciclagem do planeta, a Novelis.
A maior produtora de suco de laranja
Itápolis, em São Paulo, é a cidade que mais produz suco de laranja. E isso não só no Brasil, mas mundialmente. Por ano, 710 mil toneladas de laranja são espremidas para virar bebida.
Mais alfabetizada
Parecido com o Japão, o município catarinense de São João do Oeste tem menos de 1% de analfabetos em sua população com mais de 15 anos.
Onde mais se lê
Em Passo Fundo, aqui no Rio Grande do Sul, os habitantes leem, em média, seis livros por ano. O índice é três vezes maior que o normal registrado no Brasil. Encosta no padrão francês.
Só brancos
Todos os 1.583 habitantes da cidade gaúcha de Montauri, contados em 2007 pelo IBGE, são brancos. O município foi fundado em 1904 por italianos.
Mais negros
Riacho Frio, no sul do Piauí, é o município brasileiro com o maior porcentual de negros do Brasil: 62% da população. Outros 18% são pardos. Presume-se que a concentração se deve à sua proximidade com antigos quilombos.
A mais evangélica
Dos 3.600 habitantes de Quinze de Novembro, no centro do Rio Grande do Sul, 60% se denominam protestantes. Eles mantiveram a religião de seus antepassados, luteranos alemães que fundaram a cidade no início do século XX.
A mais incrédula
Em Nova Ibiá, Bahia, 60% dos habitantes se declaram sem religião. A segunda colocada neste quesito é Pitimbu, na Paraíba.
A capital do divórcio
Campo Grande, capital do Mato Grosso do Sul, é também considerada capital dos divórcios no país. É a cidade que mais registra casos de separação judicial.
Mais motos
Tabatinga, no Amazonas, tem cerca de 25 mil motos, praticamente uma para cada dois habitantes. Até 2007, a cidade não tinha nem posto de gasolina. Mesmo assim, os veículos de duas rodas eram abastecidos por combustível vendido dentro de garrafas plásticas.
Taís Brem
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Abril 2, 2009
“Esse é o político mais popular da Terra. Adoro esse cara”.
Barack Obama, presidente dos EUA, elogiando Lula numa conversa informal com líderes mundiais, pouco antes do início da reunião do G20, em Londres.
“Deus é uma criação do homem, mais do que o homem é criação de Deus”.
Zé Ramalho, cantor e, pelo jeito, ateu.
“Gosto de casos de assassinato. Estou sempre em busca da verdade. Seria uma ótima investigadora”.
Luciana Gimenez, apresentadora, explicando porque resolveu explorar tanto o caso Isabella Nardoni em seu programa de TV, o Superpop. Nesta semana, faz um ano que a garota foi assassinada.
“Incomoda ser reduzido a isso. Por outro lado, não tenho como fugir, por enquanto”.
Fábio de Melo, padre e cantor católico, sobre os assédios que recebe por causa de sua beleza.
“Faço questão de falar que sou prostituta aposentada, não sinto vergonha de nada do que fiz. Não era feliz a toda hora, mas isso ninguém é, em nenhuma profissão. Não é?”.
Gabriela Leite criadora da Daspu, grife de nome provocadoramente inspirado na luxuosa Daslu e que produz peças específicas para mulheres de (difícil) vida fácil.
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Abril 1, 2009
Apenas um piscar de olhos. Foi este o período necessário para milhões de pessoas literalmente sumirem na manhã de hoje em todo o mundo. Depoimentos de familiares, amigos e testemunhas oculares do fato – que já está sendo considerado fenômeno –, apontam para uma semelhança entre os desaparecidos: todos eles eram cristãos. Órgãos da polícia e de investigação estão apurando as informações para desvendar o mistério, já que não há nenhuma pista de onde possam estar estas pessoas. “Foi um verdadeiro caos. Em pleno trânsito, motoristas começaram a desaparecer e os carros desgovernavam, gerando acidentes terríveis. Ouvi falar, inclusive, que aviões também caíram no mesmo momento em vários outros locais do mundo”, disse, aos prantos, uma repórter da CNN americana.
Tá chocado? Apavorado? Achando que isso é pegadinha de 1º de abril? Bom, a notícia acima ainda não é exatamente uma verdade. A menos que for interpretada como profecia. Não sei se ela será noticiada a alguns anos neste mesmo período, no inverno ou na véspera de algum Natal. Mas o certo é que será e não sou eu quem vai escrever. É o que diz na Bíblia: quando ocorrer a segunda vinda de Cristo à Terra, os cristãos serão arrebatados, num fenômeno muito mais assustador do que este relato, até porque não se trata de mentira, literatura de ficção científica nem de roteiro de filme. Bobo é quem duvida.
Taís Brem
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